TRÍADE OU TRINDADE: UMA HERANÇA DE ANTIGAS CULTURAS
- Eloy Guillermo Castellón Bermúdez
- 28 de fev.
- 11 min de leitura
Eloy Guillermo Castellón Bermúdez-Compilador
Academia Amazonense Maçônica de Letras-AAML
O simbolismo da tríade divina ou Trindade sagrada, esteve presente em diversas culturas antigas e está presente em religiões monoteístas recentes (seja na mitologia hindu, no antigo Egito, na Suméria, Babilônia, Assíria, Fenícia, Grega ou romana, Africana e religiões germânicas e cristãs, dentre outras), implicando numa representação complexa do que é a divindade de três entes sagrados representando um ser supremo. A Trindade é um conceito presente nas diversas tradições espirituais, onde os deuses eram reagrupados em grupos de três (Religião app, 2023).
Weisgall, no seu livro “Paganismo no Nosso Cristianismo” (“Paganism in Our Christianity”), 1928: 197-198, escreveu: Não se deve esquecer que Jesus Cristo nunca mencionou esse fenômeno da trindade. Em nenhum lugar do Novo Testamento, aparece essa palavra. A ideia só foi adotada pela Igreja, trezentos anos, após a morte do nosso senhor; a origem deste conceito é inteiramente pagã...” (UCG, 2011).
São Jerônimo, Teólogo Católico afirmou: “Todas as Nações antigas acreditavam na Trindade”.
A TRINDADE NO EGITO
De que forma pode ser entendida a tríade ou trindade divina, no Egito? Como uma religião ou como um mito?
A tríade divina no antigo Egito, pode ser compreendida como uma expressão religiosa, profundamente simbólica, que misturava elementos mitológicos, teológicos e políticos.
Não era apenas um mito, no sentido de ficção e sim como uma parte da religião viva e estruturada que moldava a cultura, o governo e a visão do mundo egípcio, para os egípcios, de acordo com suas crenças e espiritualidade (UCG, 2011).
O Hino a Amon ordena que “Nenhum deus surgiu antes de Amon e Nenhum que Todos os deuses são três: Amon, Rá e Path, e não existe um segundo a eles. Oculto é seu nome como Amon, ele é Rá na face, e seu corpo é Path...”
Esta é uma declaração de Trindade, dos três principais deuses do Egito, agrupados em um deles, Amon. Claramente o conceito da união orgânica dentro da pluralidade alcançou um impulso extraordinário com esta formulação. Teologicamente, se aproxima a uma forma de monoteísmo cristão trinitário plural” (Simson Najavits, Egito: O tronco da Árvore, vol. 2, 2004: 83-84) (UCG, 2011).
Para os Egípcios, a tríade era parte da sua prática espiritual do dia a dia, com deuses cultuados em templos, oferecendo-lhes oferendas, tinham sacerdotes que seriam a conexão divina e realizavam rituais que caracterizavam uma religião.
A tríade mais famosa estava formada por Osiris, Isis e Horus, que representavam uma narrativa sagrada, que explicava a Ordem Cósmica, a realeza e a vida após a morte. Ao mesmo tempo, essas figuras divinizadas, eram protagonistas de mitos, por exemplo: Osiris foi assassinado por Seth, seu irmão; ressuscitado por Isis e seu filho Horus vingou o pai e tornou-se rei legítimo. Esse mito era usado para legitimar o faraó como encarnação de Horus (Chaves, 2018).
Osiris - simbolizava a morte e renascimento. Deus do submundo dos mortos e ressurreição.
Isis - Rainha da magia, da maternidade e da fidelidade. Representa a protetora da realeza e da fertilidade.
Horus - Deus do Sol nascente, da vingança e da justiça. Representa o faraó na terra, (Centrocenese.bologspot, 2024).
Essa tríade representa o ciclo de vida: morte (Osiris), regeneração (Isis) e continuidade (Horus).
Além da tríade de Amon e de Osiris, outras cidades egípcias tinham suas próprias tríades:
Tebas: Amon, Mut, Khonsu. Menfis: Ptah, Sekhmel, Nefertem.
Elefantina: Khnum, Satis, Anuket. (Garcia, Trindades divinas).
A TRINDADE HINDU
A trindade na Índia é conhecida como Trimúrti. Se trata de uma das expressões mais sofisticadas da ideia da trindade divina no mundo antigo.
Na antiga Índia, o conceito Trimúrti, deriva de sânscrito tri=três, murti=forma, representa a Trindade Cósmica do Hinduísmo, formada por três deuses, que juntos simbolizam o ciclo eterno do universo: criação, preservação e destruição.
Brahma: o criador do universo, simboliza a origem, o nascimento, o potencial.
Vishu: o preservador da ordem, representa a sustentação, o equilíbrio e o dharma (palavra sânscrita central do hinduísmo e budismo, que tem um significado complexo, que abrange a natureza da vida, os ensinamentos religiosos de uma pessoa. Essencialmente é aquilo que mantem a ordem do universo e na vida, caminho e comportamento moralmente correto do indivíduo, que leva a paz interior e a evolução espiritual).
Shiva: o destruidor e renovador, representa a transformação o renascimento e a libertação.
Esses três deuses são complementares do mesmo princípio divino; e expressa a ideia de que tudo nasce, vive e morre, e que esse ciclo é sagrado. (Wikipédia, Trimúrti).
TRÍADE NA SUMÉRIA
Segundo a cosmologia suméria, o “universo foi dividido em três regiões, e cada uma tornou-se o domínio de um deus:
Anu – regia no Céu. Deus supremo associado ao firmamento e a legitimidade divina.
Enlil – regia a Terra. Era o executor da vontade de Anu na terra, responsável por decretos e pela ordem social.
Enki – era o governante das águas. Juntos constituem a tríade dos Grandes Deuses (Enciclopédia Larousse de Mitologia, 1944, págs. 54-55), na tradição acadiana, era Ea, deus da sabedoria, da magia e da criação. Esses três deuses representavam os pilares do universo: Céu, Terra e Abismo (submundo aquático). Essa estrutura mitológica influenciou profundamente as religiões posteriores (UCG, 2011).
TRINDADE NA BABILÔNIA E NA ASSÍRIA
Na Babilônia, a tríade foi reinterpretada com foco político e teológico:
Anú: manteve sua representação como deus celestial.
Ea ou Enki, continuou como deus da sabedoria e das águas.
Marduck, filho de Ea, substituiu Enlil como deus principal e se tornou o deus nacional da Babilônia, especialmente após o mito Enuma Elish, onde derrotou Tiamat e organizou o cosmos.
Na Assíria, a tríade foi modificada e adaptada ao espírito militar e Imperial.
Ashur, assumiu o papel do deus supremo Anú, e como patrono da Assíria, refletia a ideologia expansionista e a centralização do poder, voltada à conquista e legitimidade real (Wikipédia, Lista das Divindades Mesopotâmicas).
A tríade divina Suméria, foi como a pedra fundamental da espiritualidade mesopotâmica, influenciando diretamente a formação das religiões da Babilônia e da Assíria.
A TRÍADE NA FENÍCIA
A mitologia na Fenícia, surgiu entre os povos semitas da costa do Mediterrâneo (atual Líbano), por volta de 1500 a.C., influenciada pelas culturas vizinhas, como o Egito, Mesopotâmia e Canaã.
Embora não exista uma tríade como nas religiões organizadas, em algumas cidades fenícias cultuavam tríades locais. Uma das mais conhecidas foi:
El: deus do céu e da criação; deus supremo e pai dos deuses.
Baal: deus da tempestade e da fertilidade. Guerreiro que traz a primeira chuva; era adorado como protetor das colheitas e dos rebanhos; considerado um guerreiro poderoso e com um raio em uma mão e o cetro na outra (Religião app, 2025).
Astarte: a deusa da fertilidade e do amor associada à lua e à natureza, considerada a protetora das mulheres e das crianças. Representava um papel central na vida cotidiana dos fenícios, invocada em rituais de fertilidade e em momentos de amor. Acreditavam numa grande variedade de deuses e deusas que desempenhavam ações importantes na sociedade e na cultura (Religião app, 2025).
A TRÍADE NA GRÉCIA ANTIGA
A mitologia grega compreende um conjunto de lendas e narrativas fantásticas, que descrevem a origem e criação do seu povo. Os antigos gregos, usavam mitos para explicar de onde vieram e como surgiram esses deuses. O estudo sobre a origem dos deuses é chamada de Teogonia, a palavra foi usada pelo filósofo Hesiodo, para dar título que descreve a genealogia e hierarquia dos deuses gregos, que habitavam o “Monte Olimpo”, residência dos deuses de acordo com sua hierarquia (Shepost, 2024).
A mitologia grega considerou que o universo era uma massa cósmica composta pelos 4 elementos: terra, céu, fogo e água, que se encontrava em desordem, dominada pelo deus Caos. A terra se organizou, dando origem a uma deusa, Gaia, que tinha o formato da terra. Após a terra ter se formado, surgiu também, um céu estrelado, Urano, que se uniu a Gaia; dessa união, surgiram os filhos, 12 seres gigantes (6 machos e 6 fêmeas), chamados de Titãs, que habitaram a terra antes do surgimento dos primeiros seres humanos. Os titãs foram a primeira geração de deuses imortais da mitologia grega; um dos filhos titãs, chamado Cronos, rebelou-se contra seu pai Urano; que tinha um comportamento irascível e tirano, que não o perdoou e o amaldiçoou. Esses 12 filhos depuseram seu pai Urano, liderados por Cronos, que também era tirano, semelhante ao seu pai; Cronos, o filho amaldiçoado, tornou-se rei do universo, e casou-se com Raia, uma titânide; o filho de Cronos, chamado Zeus também destronou seu Pai e aprisionou os titãs (Wikipédia, Titãs).
Quando Zeus nasceu, a sua mãe o escondeu para que seu pai não o devorasse, como tinha feito com outros filhos. A tríade grega, mais conhecida estava formada pelos irmãos que dividiram o mundo, após a derrota dos Titãs:
Zeus: deus do céu e do trovão; rei dos deuses, justiça e liberdade. (Mundo Educação, Deuses Gregos...).
Poseidon: deus dos mares e terremotos; impulsivo e poderoso senhor dos oceanos (Souza, Deuses Gregos).
Hades: deus do submundo e da morte; reservado, justo guardião dos mortos (Souza, Deuses Gregos).
A TRINDADE ROMANA
As três divindades romanas mais importantes do panteão romano, denominadas “Tríades Capitolinas”, foram Júpiter: (rei dos deuses), Juno (esposa e irmã de Jupiter, rainha dos deuses) e Minerva (deusa da sabedoria, filha de Júpiter). O trio composto por um deus masculino e duas deusas femininas, era incomum das religiões indo-europeias, possivelmente derivado dos etruscos, com Tinia (a divindade suprema), Uni (sua esposa) e Menrva (sua filha e deusa da sabedoria) (Wikipédia, Tríade Capitolina).
Estas três divindades, de acordo com outra interpretação, substituiu uma Tríade Arcaica composta por Júpiter, o deus da agricultura; Marte, deus da guerra e Quirino, deus da agricultura.
A Tríade Capitolina, simboliza a unidade do Estado Romano:
Júpiter: Rei dos deuses, dos céus e do trovão. Representa a autoridade suprema e a Justiça.
Juno: Rainha dos deuses, esposa de Júpiter, protetora das mulheres, do casamento e da fertilidade.
Minerva: deusa da sabedoria, e da justiça, das artes, da estratégia militar e da justiça.
Os deuses Júpiter, Juno e Minerva, eram homenageados em templos conhecidos como Capitolia, a maioria desses templos tinham uma cela tripla, uma para cada divindade. O Capitolium, podia ser usado para se referir a qualquer templo dedicado a Tríade, era usado em particular, para se referir ao templo no Monte Capitolino, em Roma (Wikipédia, Tríade Capitolina).
TRÍADES CELTAS
A origem dos Celtas, se situa na Europa-Central, e remonta ao período dos Campos de Urnas, cerca de 1300 a.C. (chamada também de cultura sorotaptica, da idade do bronze, e foi caraterizada pelas suas necrópoles de incineração, no século XIII, entre 1200 e 800 a.C.), e da subsequente cultura Hallstatt (cultura Hallstatt e La Tène: cultura europeia da idade do bronze, que deu origem a idade do ferro; seu nome se originou de uma lagoa, num sitio arqueológico na Áustria; La Tènne, seu nome se deriva do sitio arqueológico do lago Nauchâtel, na Suiça) (Wikipédia, Celtas).
Esses povos ligados pela mesma língua e cultura, se expandiram por grande parte da Europa, originando a cultura La Tène, que por volta do século IV a.C. se expandiu a Ásia Menor, evoluindo para culturas protoceltas que migraram para o que agora é Irlanda, Grão Bretanha, Turquia, Península Ibérica (Portugal e Espanha), Gália, atual França, Trácia, atual Bulgária. Todas estas regiões, receberam populações celtas, pertencentes a diferentes tribos, dentre eles, os ordovicos que habitavam a região do País de Gales; os celtiberos, que habitaram a Península Ibérica; os helvécios, que habitaram a região da Suíça; os bitúrges, que habitavam a região da França e os gálatas que se instalaram na região da Turquia (Silva, 2025).
Uma outra tribo Celta, os gauleses também habitaram a Gália (França, Bélgica, norte da Itália e parte da Alemanha). Dentre essa sociedade complexa, surgiram figuras espirituais e intelectuais como os Druidas, os gutuatris e os uatis, cada casta com funções diferentes e essenciais para a vida Celta, como:
Druidas: tinham como papel central o conhecimento e a lei; atuando na política e educação e mantinham um elevado conceito na sociedade.
Gutuatris: atuavam na política e educação, eram responsáveis pelos rituais e sacrifícios e mantinham um prestígio religioso e ritualístico.
Uatis: eram os oradores, os poetas, seu papel era atuar na adivinhação, tendo prestígio espiritual e cultural (Oliveira, 2008).
TRINDADES CELTAS E DRUÍDICAS
As trindades na mitologia celta, revela muito sobre essa cultura, provações compreendiam o mundo em ciclos, força e equilíbrio. Tinham uma profunda reverência pelo número 3, refletindo em seus mitos, Símbolos e seus ensinamentos druídicos. Adoravam seus deuses refletindo sua visão cíclica e tripartite do mundo.
A DEUSA TRIPLA
Representa os três estágios da vida feminina: Donzela, Mãe e Anciã. Esta deusa está associada a deusa Brigid, que incorpora aspectos de cura, poesia e forja (refere-se ao processo de refinamento e transformação do caráter humano, através de provações) (Oliveira, A Forja de Deus...).
Donzela: juventude, potencial, início. Mãe: Fertilidade, maturação, criação. Anciã: Sabedoria, transformação, fim.
São denominadas como as Três Fases femininas da Lua.
Em mitos Irlandeses, são apresentados 3 heróis, formando uma tríade cada um com atributos diferentes:
Lugh: Habilidade e Luz. Dagda: Força e Abundância. Nuada: Liderança e Justiça.
Os druidas ensinavam por meio de tríades, que representava o conjunto de 3 ideias que expressavam verdades espirituais ou éticas, por exemplo: “Três coisas que nunca voltam: a flecha, a palavra dita e a oportunidade perdida”
A TRINDADE ELEMENTAL
Representa os três elementos fundamentais da existência: Terra: representa a estabilidade, nutrição e corpo físico.
Água: representa a emoção, intuição e fluxo.
Ar: representa a mente, a comunicação e o espírito.
Esses elementos aparecem em símbolos celtas, como o Trisquel (Triskelion) (Joya Life, 2025).
“O Trisquel é um dos símbolos celtas mais antigos e fascinantes. Suas três espirais entrelaçadas, representam os ciclos da existência: VIDA, MORTE, RENASCIMENTO. Para outros significa também CORPO, MENTE E ESPÍRITO, uma lembrança de que tudo continua conectado e em equilíbrio” (Sempre Joias, Trisquel: A Origem e o significado do Símbolo...).
A TRINDADE CRISTÃ
A Doutrina da Trindade Cristã é uma das mais complexas e centrais do cristianismo. A Doutrina da Trindade Cristã, afirma que existe um único Deus (um único ser) em três pessoas distintas: O Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.
Até o século III, o termo “Trindade” não aparecia escrito na Bíblia; o termo foi cunhado e desenvolvido por Tertuliano, que foi um apologista, seguidor do cristianismo e teólogo (no período, 160-220 d. C.); considerado o pai da teologia ocidental, por defender o cristianismo, e ser o primeiro escritor cristão, a escrever em latim e pelo desenvolvimento da doutrina da trindade, nominada com o termo latino Trinitas (Wikipédia, Tertuliano).
O termo Trinitas, definiu Deus como três pessoas consubstancias ou hipóstases (consubstanciais: Três pessoas diferentes, mas uma mesma essência ou natureza; o termo hipóstase deriva do grego e se refere à natureza de algo, passando a ser um sinônimo da palavra latina persona; a partir do século IV, passou a ser contrastado com o termo “ousia”, como significando “realidade individual” nos contextos Cristológicos e trinitários) (Wikipédia, Trindade -cristianismo).
A história desta Doutrina, é um dos temas mais debatidos no cristianismo, ao se referir a trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Essa concepção teológica tem raízes profundas nas Sagradas Escrituras, como um conceito que mudou a Fé cristã, desde o final do século II, nos primórdios da Igreja. (Wikipédia, Trindade-Cristianismo).
No Glossário Bíblico (2025), são encontradas evidências em diversas passagens que enfatizam a coexistência e a coigualdade das três pessoas divinas. As bases dos fundamentos bíblicos, como argumentos de criação podem ser encontrados em Gênese 1:26, no Antigo Testamento, onde Deus diz: “Façamos o homem a nossa imagem”. No Novo Testamento, Mateus 28:19, Jesus ordena o batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, reforçando essa doutrina; em João 1:1-14, apresenta Jesus como a palavra que estava com Deus e era Deus, reforçando a ideia da Divindade de Cristo (Glossário Bíblico, História da Trindade...).
Após o conceito da Trindade surgir e se desenvolver, num contexto de debates teológicos no intercâmbio cultural greco-romano e oriental, chegou-se à conclusão que:
A ideia de pluralidade dentro da unidade divina, pode ter sido influenciada por conceitos e atributos de deuses de religiões profanas antigas.
O Neoplatonismo na concepção do “Uno”, que emana múltiplas realidades, em que tudo se origina de uma mesma unidade suprema, que é a fonte de todo ser, mas que está além da sua existência e da compreensão, também pode ter influenciado teólogos cristãos na formação da trindade.
A Tríade cristã é radicalmente monoteísta, diferente das politeístas que envolvem múltiplos deuses independentes.
Em 318 d.C., Alexandre bispo de Alexandria, começou a ensinar sobre a coeternidade do Filho, com o Pai. Um outro religioso, Ário, presbítero cristão do século IV, entrou em polémica, contra os conceitos religiosos de Alexandre de Alexandria, que girou em torno da natureza divina de Jesus e culminou no Concilio de Nicéa, em 325 d.C., que definiu a doutrina da trindade.
ARGUMENTOS DE ALEXANDRE BISPO DE ALEXANDRIA
A co-eternidade do Filho: Jesus não foi criado, mas gerado eternamente pelo Pai. Nunca houve um tempo que não existisse.
A Consubstancialidade: O Filho compartilha a mesma essência (homoousios=essência) do Pai.
A Unidade da Trindade: Alexandre via o Pai, o Filho e o Espírito Santo como três pessoas distintas em uma única substância divina.
As evidências bíblicas foram citadas anteriormente.
ARGUMENTOS DE ÁRIO DE ALEXANDRIA, PRESBÍTERO CRISTÃO
Para Ário, Jesus teve um começo temporal, pois foi criado ou gerado pelo Pai. A existência do Filho não era eterna, começando quando o Pai o criou, estabelecendo uma relação de subordinação com o Pai, sendo o ser supremo, eterno e absoluto, então houve um tempo em que ele não existia, por tanto, o “Filho era divino e não uma divindade’. (Wikipédia, Ário; Plantão teológico, Ário de Alexandria...).
Se o Filho era subordinado ao Pai, em essência e poder, então não era coeterno e nem consubstancial.
Ário temia que a doutrina da trindade levasse a um tri teísmo, então defendia que apenas o Pai era verdadeiramente Deus.
Ário usava textos como João 14:28 (“Pai é maior do que eu’), para sustentar que Jesus era inferior ao Pai. (Plantão Teológico, Ário de Alexandria...).
Em 320 d.C., Alexandre de Alexandria convocou um sínodo local para resolver ou condenar as ideias de Ário e o terminou excomungando (Wikipédia, Controvérsia Ariana).
Segundo o historiador Sócrates Escolástico (Wikipédia, Controvérsia Ariana), citou que Ário iniciou a controvérsia através de um silogismo:” se o Pai gerou o Filho, ele que foi criado teve um início na sua existência. Daí é evidente que houve um tempo em que o Filho não existia. Segue necessariamente que sua substância veio do nada”.
O Bispo Alexandre decidiu ao convocar um Concilio de Bispos, dar um fim a controvérsia; no entanto, os Bispos presentes recomendaram a excomunhão de Ário (Wikipédia, Controvérsia Ariana; Plinio Correia de Oliveira, Santo Alexandre...).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Centrocenese.blogspot. A Trindade no Egito. https://centrocenese.blogspot.com. 14/06/2024.14
Chaves, J.R., A Santíssima Trindade e a influência nela das mitologias. https://www.otempo.com.br/opinião/josé-reis-chaves/a-santissima-trindade-e-a-influencia-nelas-das-mitologias-11577926?form=MGOAV3.26/02/2018/
Garcia R.V., As Trindades Divinas nas Mitologias e Religiões Mundiais. Simbologia e Interpretação Comparadas. https://rodrigoenock.blogsspot.com/2025/07/as-trindades-divinas-nas-mitologias-e-html?form=MGOAV3.
Glossario Bíblico. História da Trindade. Compreenda a Doutrina Cristã. https://www.glossariobiblico.com.br/glossario/historia-da-trindade-compreenda-a-doutrina-cristã/?form=MGOAV3. 2025.
Joya Life. Principais Símbolos célticos e seus significados. joya.life/pt-br/blog/principais-simbolos-celticos-e-sus-significados/?form=MGOV3.2025.
Mundo Educação. Deuses Gregos: Nomes, Surgimento, Características. https://mundoeducacao.ud.com.br/história geral/deuses-gregos.htm? form=MGOAV3.
Oliveira, F.L.O papel dos druidas na sociedade céltica, nos séculos II e
Oliveira, P., A Forja de Deus: Como as Provações Moldam Nossa Fé. Feemacao.com.br/estudos-biblicos-forja-de-deus/#:~:text=A%20de%20deus%20...
Plantão Teológico. Ário de Alexandria e a Divindade de Cristo/plantaoteologico.com.br/ario-de-alexandria-e-a-divindade-de-cristo/?form=MGOAV3.
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Sempre Joias. Trisquet: A Origem e o Significado do Símbolo nas alianças da Sempre. https://www.semprejoias.com.br/blog/0-simbolo-trisquel/#:~:text=O Trisquel é um dos, está conectado e em equilibrio.
Silva,N.D. Celtas.
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Shepost, R. Titâs (Mitologia). ebsco.com//research-starters/literature-
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Souza, T. Deuses Gregos.https://www.todamateria.com.br/deuses-gregos/?form=MGOAV3.
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