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8 - O IMPÉRIO ROMANO, DESDE A REPÚBLICA

  • Foto do escritor: Antônio Tupinambá
    Antônio Tupinambá
  • 23 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 26 de nov. de 2025

Autor: IA, IntelectuAl

Buscador, TUPINAMBÁ, O Tupi

AALL, Cad 40-EM

08/11/2025

 

 

O objetivo das minhas publicações sob a categoria BUSCA DA VERDADE é desenvolver um pensamento crítico, com clareza, para distinguir fatos, crenças e interpretações, sobretudo quando o assunto é a fé religiosa.

Embora outras publicações já tenham sido feitas, agora pretendo organizá-las a partir do cristianismo, como tal entendido aquele resultante do Concílios de Nicéia, convocado pelo Imperador Constantino[1] no ano de 325 da era cristã. Mas, para isso, entendo ser necessária uma visão panorâmica sobre a história do Império Romano desde a República.

 

 

O IMPÉRIO ROMANO, DESDE A REPÚBLICA

 

 

A cronologia tradicional diz que a República Romana começou em 509 a.C. Aquele foi o ano em que os romanos se revoltaram e derrubaram seu último rei, Lúcio Tarquínio, o Soberbo. Em seu lugar, eles criaram um sistema de governo, a res publica (a coisa pública), liderado por dois cônsules eleitos anualmente, em vez de um monarca vitalício.

O fim da República Romana é um pouco mais complexo e debatido, pois não foi um evento de um único dia. No entanto, a data mais aceita para o fim da República e início do Império é 27 a.C.  Foi naquele ano que o Senado Romano concedeu a Otaviano[2] o título de Augusto[3], formalizando sua posição como Princeps (primeiro cidadão) e, na prática, o primeiro imperador. Embora ele tenha mantido a fachada das instituições republicanas, o poder real estava concentrado em suas mãos.

Quando César foi assassinado em 44 a.C., Roma mergulhou no caos. E então, uma surpresa abalou a todos: no testamento de César, ele não apenas deixava a maior parte de sua vasta fortuna para o jovem Otaviano, mas, mais importante, ele o adotava postumamente como seu filho e herdeiro.

Portanto, a República Romana durou de 509 a.C. a 27 a.C., um período impressionante de quase 500 anos! A partir daí, o sistema de governo de Roma passou às mãos de um Imperador, que decidia tudo para todos.

Nesse período da república, antes de Cristo, a fé romana obedecia aos mandamentos de vários deuses. A religião não era apenas uma questão de fé, mas a própria estrutura que mantinha o universo e, mais importante, Roma, em ordem.

Os romanos eram incrivelmente pragmáticos e "colecionadores" de divindades. A religião deles era politeísta e marcada pelo sincretismo. Isso significa que, à medida que expandiam seu território, eles encontravam novos deuses e, em vez de proibi-los, eles os absorviam, dizendo: "Ah, o seu deus da guerra? Nós também temos um! Eles devem ser o mesmo." Esse processo, que chamamos de interpretatio romana, foi especialmente forte com a cultura grega, que eles tanto admiravam.

Por isso, a maioria dos deuses romanos tem um correspondente grego claro. A diferença estava na abordagem. Para os gregos, os deuses eram personagens de dramas épicos cheios de paixão e falhas. Para os romanos, os deuses eram, acima de tudo, parceiros cósmicos no projeto de Roma. A relação era quase contratual: "Eu faço os sacrifícios corretos (do ut des - 'dou para que dês'), e você, deus, garante a prosperidade e a vitória do Estado". Manter a pax deorum (a paz dos deuses) era a principal função da religião pública.

 


[1] Segundo a Wikipédia, Constantino I, também conhecido como Constantino, o Grande, foi um imperador romano, proclamado Augusto pelas suas tropas em 25 de julho de 306.

[2] Seu nome de nascimento era Caio Otávio. Ele vinha de uma família rica e respeitada, mas não do topo da aristocracia romana. Sua conexão com o poder veio de sua mãe, Ácia, que era sobrinha de ninguém menos que Júlio César. Isso fazia de Otaviano o sobrinho-neto de César.

[3] Augustus: "O venerável", um título com conotação religiosa que o colocava acima dos mortais comuns.

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