NOGUEIRA´S
- Antônio Tupinambá
- 25 de nov. de 2025
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Há uns três dias fui surpreendido com a visita inesperada de uma sobrinha que não conhecia, a Renata, filha do meu irmão Carlos.
Foi um dos mais felizes momentos que vivi nos últimos tempos.
Ela, uma moçoila muito amadurecida, na casa dos quarenta, alegre e aparentando felicidade pelo encontro, mora lá para as bandas do sul maravilha. As circunstâncias que a fizeram até então uma desconhecida, merecem registro porque servem de exemplo para a vida. Com ela, reforcei um aprendizado que pouco se aplica a mim: o sorriso e o prazer de viver mostram que podemos vencer a guerra da vida, por mais dolorida que a nossa vida tenha sido.
Renata, a “Rê”, estampa em seu sorriso a mesma alegria com que minha tia Senhorinha, Nogueira da gema, transitou neste plano material: gargalhadas e mais gargalhadas. Ela, a Rê, não deixa transparecer sequer por um momento as dificuldades que, certamente, a vida lhe impôs em razão da eterna ausência do pai. Sua história cabe num romance, daqueles dramáticos, semelhante ao “Poliana”.
Hoje, vencedora, veio conhecer o pai ausente, já muito adoecido, e aproveitou para conhecer também alguns dos familiares paternos, todos desconhecidos.
Do encontro com o pai resultou o perdão recíproco, por pensamentos e atitudes que possam tê-los afastados por tão longos anos.
A mim, resta dar-lhe as boas-vindas em nome da família Nogueira. Espero que os brevíssimos momentos de nossa convivência possam nos transformar em grandes amigos.
Seja bem-vinda, Renata Nogueira, minha sobrinha!
ANTONIO TUPINAMBÁ
25/11/2025

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