1 - IGNORÂNCIA OU MÁ FÉ?
- Antônio Tupinambá
- 13 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de nov. de 2025
ANTONIO TUPINAMBÁ
AAML, Cad 40
27/11/2014
Ontem o G1.globo.com noticiou que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) registrou que a desigualdade diminuiu entre as metrópoles brasileiras, mas aumentou em outras paragens.
Alguém, aqui em Itacoatiara, distorceu um pouco a notícia quanto à referência à Boca do Padre, margem esquerda do Amazonas, município de Itacoatiara. Não que lá, naquela localidade onde moram pessoas dignas, honradas, de bons costumes, como meu amigo Tanjorge, tenha o pior desenvolvimento humano do Brasil. O que diz a reportagem é que entre os meses de maio e julho os estudantes ficam fora da escola porque o rio alaga tudo, inclusive a escola, a capela, o centro social. Quem, desta região, desconhece essa realidade? Entretanto isso não representa grande prejuízo para os estudantes porque os professores compensam de alguma forma o tempo perdido, como pode comprovar a Prof. Maria Nazaré Melo Soares, da Comunidade Nossa Senhora das Graças, vizinha à Boca do Padre.
Pode melhorar? Pode! E muito.
Certamente maiores investimentos podem ser feitos não só na Educação do povo infanto-juvenil ribeirinho. Recursos para isso existem, talvez não tanto quanto o ideal, mas bem gerenciados seria o suficiente.
Quanto às enchentes, lembro Álvaro Botelho Maia (1923): "Talvez as enchentes anuais não sejam, quando estiver a vida perfeitamente organizada, o espanto e a destruição de hoje, mas a fertilização, a vida, o esplendor. Não tem o inesperado das catástrofes que dizimam outros pontos: é fatal nos meses de inverno. O homem necessita apenas encontrar o meio de vencê-la, habitando pousos altos e fazendo das margens campos de agricultura. Essas enchentes, transformadoras de cenários, constituem ainda uma defesa aos caboclos, aos amazonenses, acoimados injustamente de retardatários e de preguiçosos."
O que está faltando é GOVERNO!

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