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11 - IRMANDADE

  • Foto do escritor: Antônio Tupinambá
    Antônio Tupinambá
  • 6 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de nov. de 2025




Antonio Tupinambá

Mestre da ARLSGST

Sessão 01/11/2001.

 

 

 

 

 

Meus Irmãos,

 

Em que pese a Doutrina Maçônica ser eloquente ao estabelecer suas bases sobre as Colunas da LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE, ideais libertários quiçá de natureza mais democrática do que maçônica, que amparou o maior movimento revolucionário da História, e em que pese nosso Ritual declarar que o AMOR FRATERNAL, a CARIDADE e a VERDADE são princípios fundamentais em que se assenta a Ordem, alguns maçons não conseguiram ainda abrir seus corações para acolherem, entenderem e adotarem essa Doutrina.

É triste quando em vez constatarmos que um Irmão, esquecendo-se do que lhe ensinou a Maçonaria, levanta sua voz para recriminar outro Irmão que, por alguma razão, andou em desacordo com as regras quer maçônica quer socioculturais ou profanas, disso resultando não raras dissensões, ou, no mínimo, ressentimentos que se acumulam com outros para formar um bolo temperado com os condimentos da discórdia, da descrença nos Princípios e Objetivos da Ordem, do abandono das atividades maçônicas, do esvaziamento da Loja.  São Irmãos de corações duros, impenetráveis aos fluidos do Amor Fraternal, que outra coisa não é além da BEMQUERÊNCIA aludida no Ritual para lembrança semelhante à que objetivava as duas grandes Colunas erguidas na entrada do Templo que o Rei Salomão mandou construir para os filhos de Israel, com a diferença que estas eram para sempre lembrar o cativeiro dos seus descendentes no Egito enquanto aquela tem por fim lembrar que os maçons estão unidos por um laço de confraternidade, selado solenemente com os seus lábios sobre o Livro das Sagradas Escrituras, que á Taboa de Delinear do Grande Arquiteto do Universo.

Em vez de recriminar, devemos aproveitar a oportunidade de esclarecê-lo sobre as lições que a Maçonaria nos oferece desde a época operativa, lições essas coligidas por James Anderson na Constituição da Grande Loja de Londres, de 1723, o documento básico da Maçonaria;  lições que estão aí, para quem quiser estudá-las, avaliá-las e adotá-las como norte de sua vida maçônica ou profana;  lições que foram inspiradas na doutrina cristã inserta tanto no Velho quanto no Novo Testamento das Sagradas Escrituras, e que não são tão diferentes de quaisquer doutrina de outras religiões porque relacionadas com princípios éticos que embalam todos os povos de todos os tempos. 

Aos Irmãos que, por alguma razão, preferem recriminar, a Doutrina Maçônica oferece uma grandiosa e útil lição, relacionada com o revestir-se do Avental para entrar em Loja quando estiver em animosidade com qualquer Irmão:  se não houver o entendimento, ou seja, se não prevalecer o Princípio da IRMANDADE, é preferível que um ou ambos retirem-se da Loja a quebrar a HARMONIA que deve existir entre os Irmãos.   

 

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