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CRÍTIAS: A ATLÂNTIDA, O EGITO E A TEOSOFIA - UMA ANÁLISE

  • Foto do escritor: Eloy Guillermo Castellón Bermúdez
    Eloy Guillermo Castellón Bermúdez
  • 16 de mai.
  • 9 min de leitura

Eloy Guillermo Castellón Bermúdez-Compilador

Academia Amazonense Maçônica de Letras-AAML




A lenda da Atlântida faz parte dos relatos clássicos de Platão, que é a fonte principal e original, sobre essa civilização mítica. A história é apresentada na obra “Crítias” (Diálogo de Platão), escrita por volta de 360 a.C. O sofista (orador), argumentou que a Atlântida, foi uma enorme ilha, que existiu, num período remoto, “muito além dos Pilares de Hércules” (atualmente, Estreito de Gibraltar), governada por descendentes do deus Poseidon (Wikipédia, Crítias).

Os ambiciosos habitantes de Atlântida, conta Crítias (Platão), pela sua ambição, chegaram a conquistar territórios da Europa e África, até invadirem Atenas, que pela resistência dos atenienses, conseguiram derrotar os invasores. O deus Zeus, não aceitou e nem tolerou a invasão na região, onde viviam pessoas ordeiras e que preservavam a adoração aos deuses.

Zeus, liderando os outros deuses, puniram os atlantes, pela sua arrogância e falhas morais, com uma série catastrófica de desastres naturais, que submergiram a grandiosa civilização (Mitologia Grega, Poseidon, Deus do Mar; Galileu, Atlântida em Busca do Reino Perdido).

Faremos uma singela apresentação dos integrantes desta história, além de Crítias e Platão, mencionados nos parágrafos anteriores.

Charles Webster Leadbeater, foi um maçom, escritor, ocultista e teosofista, sacerdote anglicano e Bispo da Igreja Católica Liberal; nascido em Londres, em 1854. Conhecido pelas suas obras sobre Teosofia, ocultismo, explorando conceitos como o plano astral, chakras, e outros conceitos esotéricos. Leadbeater, como teosofista, expandiu os conhecimentos de Helena Blavatsky, focados na clarividência, chakras, aura, e planos astrais. Escreveu as obras “A Luz Oculta e o Lado Oculto das Coisas” (Dentre Outras) onde descreve, como o mundo físico, é apenas uma camada superficial da realidade.

Blavatsky, publicou “A Doutrina Secreta” em 1888, e nela propõe uma síntese entre ciência, religião e filosofia; o Vol. 1 é dedicado a Cosmo - gênese (estudos relativos à Evolução do Universo), e o Vol. 2, dedicado a Antropogénese (Origem e Evolução da Humanidade). Afirmou nessa obra, que o universo é regido por leis espirituais e cíclicas, e que existe uma sabedoria oculta, por trás das religiões e mitologias do mundo. Sendo esses seus pilares:

1 - A existência de um princípio Onipresente e Incognoscível.

2 - A eternidade do universo que passa por ciclos de atividades e repouso.

3 - A Identidade Espiritual entre todas as almas e a alma universal.

Essa obra de Blavatski, está baseada, em textos esotéricos como as “Estancias de Dzyan” (pergaminhos de origem tibetano), que ela dizia ter acesso, por meios ocultos.

De acordo com Wikipédia (“A Doutrina Secreta”), a obra foi criticada por promover conceitos “pseudocientíficos” e por transplantá-los de outros sistemas.

Para maior esclarecimento, a Teosofia do Ocultismo, é um sistema filosófico e religioso que explora a relação do homem, o universo e a divindade.

Segundo Leadbeater (em: "Antigos Ritos Místicos"), escreveu: "As práticas que deu para observar, correspondem a época do nascimento do Mestre do Mundo, entre o povo egípcio de 40.000 anos a. C., quando ele lhes ensinou a doutrina da luz oculta (Teosofia). De acordo com sua narrativa, ele fez um reconto do Egipto antigo, desde o ano 40.000 a.C. até o ano 13.500 a. C., em uma de suas obras.

Continuou Leadbeater, a história verdadeira do Egipto, como determinada nos estudos da época, inicia com a Dinastia I, fundada pelo primeiro faraó de Egipto, Manés (Mena ou Manu em português), em torno do ano 3.500 a.C., e que unificou o Alto Egipto com o Baixo Egipto.

De acordo com a tradição teosófica, Manu é considerado um arquétipo espiritual ou ser elevado, que guia a evolução das raças humanas; e segundo Blavatsky e Leadbeater, Manu teria papel fundamental na formação de civilizações antigas, e sua chegada ao Egipto, seria a representação espiritual na fundação de uma nova raça.

Narrou Leadbeater: "segundo Manetón, um historiador egípcio do período ptolomaico (dinastia de origem grega, que governou o Egipto entre 350 a.C. a 30 a.C. Período iniciado após a morte de Alexandre o Grande, e seu general Ptolomeu I Soter, se estabelecer como faraó e governar o Egipto), cujos trabalhos encontram-se perdidos (apenas tem sido recuperados fragmentos), se supõe que, os deuses e semideuses Atlantes, governaram durante 12.843 anos, seguidos pelos Nekyas ou Manés (Meni ou Mena; Manes termo latino que se refere ao espírito dos mortos na mitologia, não egípcia) dos quais se diz que reinaram por

5.813 anos (Heródoto, no século V a.C., o identificou como o primeiro a reinar no Egipto. Existe uma polémica sobre a história do primeiro faraó e o fundador), e alguns destes podem ser identificados pelo signo de Shemsu Heru (Shemsu Hor para Abbasi, 2024), ou partidários de Hórus (ou Mena, ou Narmer, nome de Horus), mencionados frequentemente nos textos Egípcios.

Abbasi Ahsan Ali (2024), escreveu: “Nosso conhecimento sobre o Shemsu Hor provém principalmente de fragmentos colhidos de textos obscuros, tradições orais e dos sussurros instigantes de filosofias esotéricas. A Pedra de Palermo, uma lista incompleta de reis que remonta à Quinta Dinastia, sugere sua existência. Além disso, referências dispersas em textos coptas e nos escritos de Meneton, alimentam ainda mais a intriga, sugerindo uma linhagem de reis-deuses ou semideuses que inauguraram uma era de avanços sem precedentes”.

Mas, o que era a Pedra de Palermo? era um artefato egípcio, um fragmento de uma estrela, gravada com hieróglifos, que registrou os reis de Egipto e seus reinados, desde a época pré-dinástica até o início da Quinta Dinastia (Britannica, Pedra de Palermo).

O termo Shemsu Hor parece ter sido usado para designar uma linhagem específica de governantes míticos, não todos, líderes pré-dinásticos. Nesse período existiam outros nomes como Escorpião I e II, Iri-Hor, Ka, entre outros.

Esses nomes aparecem em tumbas, e artefatos arqueológicos e não estão associados aos Shemsu Hor. O termo Shemsu Hor pode ter sido simbólico, representando uma elite espiritual ou político, que precederam aos faraós e não um Título Universal

Continuando, Leadbeater também, citou Diodoro Sículo ou Diodoro Siciliano, que visitou Egipto 57 a.C., quem afirmou, que a tradição religiosa dos deuses e os heróis, persistiu pouco menos de 18.000 a.C., antes de Mena.

A afirmação atribuída a Diodoro Sículo, em sua obra única, “Biblioteca Histórica”, onde relata que os egípcios acreditavam que sua tradição remontava 18.000 anos antes de Menés ou Mena, e tem uma outra interpretação.

O que Diodoro Sículo escreveu, foi assim:

Os egípcios afirmavam que seus deuses e práticas religiosas existiam há mais de 18.000 anos. Essa cronologia era baseada em registros sacerdotais, que listavam longas dinastias, é vista como uma reprodução de crenças egípcias de deuses, semideuses e reis míticos, de antes da era dos faraós humanos. Ele apresentou essa data como parte da tradição religiosa e mitológica egípcia e não como um fato verificável.

Modernamente a afirmação de Diodoro é vista como uma reprodução de crenças egípcias antigas, não como uma datação científica. Os egípcios tinham uma cosmologia cíclica, onde deuses, reinaram antes dos homens, comum, em outras mitologias antigas (Wikipédia, Diodoro Sículo; Mitologia, 2014).

A “Biblioteca Histórica” se compunha de 40 volumes, escritos em grego, dos quais sobreviveram somente os livros 1-5 e 11-20; dos outros livros sobreviveram somente fragmentos.

Segundo Wikipédia, o que sobrou da Biblioteca Histórica, foi uma compilação confusa, contraditória, repetitiva em fontes antigas, com afirmações ingénuas e com erros grosseiros. Geralmente Diodoro está considerado, como um compilador competente, mas mau historiador (Wikipédia, Diodoro Sículo; Mitologia, 2014).

A narrativa de Leadbeater, escrita no livro “Antigos Ritos Místicos”, afirma que a conquista do Egipto, por parte dos Atlantes, ocorreu, em torno de 150.000 anos atras, até o primeiro Grande Império Egípcio e teve como duração, até a catástrofe de 75.025 a.C., ao se afundarem no oceano, as grandes ilhas de Ruta e Daitya, centro do grande império Atlante, ficando tão somente a ilha Poseidon.

Não há evidências históricas reconhecidas pela egiptologia tradicional que confirme uma conquista do Egipto, pelos Atlantes. A ideia de que os Atlantes dominaram o Egipto, vem de fontes teosóficas e esotéricas, figurando nos livros escritos por Helena Blavatski, W. Scott-Elliot e Samael Aun Wear e nos livros escritos por Leadbeater e outros, sobre teosofia; os autores mencionados propõem uma cronologia alternativa, para a história.

Segundo essas fontes, os Atlantes teriam sido uma civilização avançada, que existiu centenas de milhares de anos a.C.; teriam influenciado e colonizado o mundo antigo, incluindo Egipto, antes da Primeira Dinastia Egípcia.

A data específica de 75.025 a.C., aparece nos livros teosóficos e gnósticos, como a Grande Catástrofe, que envolveu erupções vulcânicas, terremotos e tsunamis, levando ao afundamento de grandes porções do continente; apenas teriam sobrevivido algumas ilhas como a Poseidon (Morte Súbita, Atlantida na Teosofia; Morte Súbita, A História de Atlantida). A destruição da Atlântida, foi possivelmente, uma alegoria de Platão, dentro do diálogo, ilustrando a queda de qualquer sociedade que se afasta da virtude e do favor divino.

A Data de 75.025 a.C. e a Ilha Poseidon, não fazem parte do clássico de Platão, “Critias”, e sim parecem vir de interpretações modernas, esotéricas e ficcionais e não aparecem nos registros históricos e arqueológicos reconhecidos.

As pirâmides de Gize (também citadas, como importantes na adoração egípcia), foram edificadas pelos reis da dinastia IV: Khufú, (Keops), Khafra (Kefrén) e Menkaura (Micerinos) durante o IV milénio a.C.; no entanto, a história oculta do Egipto e suas pirâmides, se estende muito além destes acontecimentos, em idades onde não havia tradição, ou estava quase em silêncio, embora que alguns ecos dos reinos das dinastias Atlantes, que governaram Egipto durante Miles de anos, antes da chegada de Manés, apareceram nos mitos egípcios e gregos dos deuses e semideuses.

A ideia da qual os atlantes participaram da construção das pirâmides egípcias, é uma interpretação esotérica em correntes como a teosofia, mas não é reconhecida pela historiografia ou arqueologia convencional. Segundo os teosofistas H. Blavatsky e C. Leadbeater, a civilização Atlantida, era altamente avançada, espiritual e tecnologicamente. Após sua queda, sobreviventes teriam migrado para o Egipto trazendo consigo conhecimentos ocultos e arquitetônicos.

A construção das pirâmides seria parte de um plano espiritual, para preservar a sabedoria antiga. De fato, poderiam os atlantes ter influenciado a religião egípcia, os mistérios iniciáticos e a arquitetura sagrada?

A informação de que o Egito foi completamente inundado no ano 75.025, restando apenas as três pirâmides por submergir; essa data e informação podem vir de fontes esotéricas e não de fontes científicas classificadas, vejamos:

As três pirâmides foram construídas na quarta dinastia do Antigo Império Egípcio (~2600 a.C.; Souza, 2018).

As pirâmides estão localizadas numa grande área desértica, cheia de areia, em pleno deserto, onde não se tem encontrado vestígios de inundação catastrófica.

Observação: Recentemente pesquisadores descobriram que um ramo do Rio Nilo (Ramo Aramat), passava próximo as pirâmides e pode ter sido usado para transportar materiais para a construção das pirâmides (Exame, Pirâmides do Egito...).

A ideia de uma inundação catastrófica, que destruiu o Egito e deixou de fora apenas as pirâmides, é comum na literatura esotérica, teosófica e ficcional, como a lenda de Atlântida; em textos ocultistas preservando o conhecimento espiritual ou em interpretações simbólicas (Exame, Pirâmides do Egito...).

A arqueologia moderna, atribui a construção das pirâmides de Gizé aos faraós da quarta Dinastia do antigo Egipto:

Pirâmides Faraó Data Altura

Qeops (Khufu) 2580-2560 a.C. ~2580 a.C. 146,6 m.

Quefrem 2558-2532 a.C. ~2550 a.C. 143,5 m

Miquerinos 2532-2503 a.C. ~2530 a.C. 65,0 m

Ha diversas referências históricas e arqueológicas que comprovam que as pirâmides de Gaze foram construídas pelos faraós da Quarta Dinastia do Antigo Egipto, especialmente Quéops (Khufú), Quefren (Khafre) e Miquerinos (Menkaure), tais como:

1-As inscrições internas na Grande Pirâmide, revela o nome de Khufu, (Quéops), indicando que foi o responsável pela construção (Egypcian History, As Pirâmide de Gizé).

2- Heródoto, no século V a.C. também atribuiu a pirâmide maior a Quéops, embora misture fatos com lendas (National Geographic Br, Como as Pirâmides de Egipto foram construídas?)

3-Papiros encontrados em Wado al-Jarf conhecidos como Diários de Merer, descrevem o transporte de blocos de pedra na construção de Quéops (História do Mundo, Pirâmide de Gize).

A DOMINAÇÃO NEGRA

A narrativa sobre o Egito inundado, a chegada da “dominação negra”, seguida pela colonização dos atlantes sobreviventes, também não existe ou não faz parte da história oficial ou da arqueologia praticadas, se encaixando mais na mitologia esotérica, ocultismo e teorias alternativas.

O termo dominação negro pode ser interpretado de várias formas, uma delas pode ser mencionada a seguir:

Algumas correntes antropológicas afro centristas governaram o Egito, fato sustentado por evidências arqueológicas e genéticas.

A dinastia Nubia (25ª dinastia), realmente governou o Egito durante cerca de 100 anos (entre 747 e 656 a.C.), e seus reis eram originários da Nubia, região africana situada ao Sul do Egito. (Ferreira, Atlântida...).

De acordo com Leadbeater (Cap. II - Los Mistérios Egípcios- em:” Antigos Ritos Místicos”), também é de essa época em que encontramos a origem de esses mistérios que nos chegaram por conduto do seu mais fiel intérprete: a FrancMaçonaria e cujos origens nos levam a um mais remoto passado.

Leadbeater (2015), narrou que durante a civilização atlante existiam escolas de Mistérios altamente desenvolvidas e que essas escolas transmitiam ensinamentos espirituais, por meio de rituais simbólicos, que envolviam iniciações, purificações e revelações. Após a queda da Atlântida, os sobreviventes migraram, levando esses conhecimentos ao Egipto. A Maçonaria moderna seria uma herdeira simbólica desses rituais – de uma série adaptada dos mistérios dos atlantes, ensinado aos egípcios

Segundo Leadbeater (2015), os rituais maçônicos preservaram a estrutura iniciática em graus; o uso de símbolos universais; a representação do templo como o microcosmo do universo e a prática de purificação, juramento e revelações, todos comuns nas cerimônias dos antigos mistérios. Isto representa uma tradição espiritual milenar e fragmentos de conhecimentos orais, de uma sabedoria perdida.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Abbasi, A.A., Desvendando as Sombras: O Mistério de Shemsu Hor, os Reis Pré-Faraonicos do Egipto. https://medium. comaliosg458@/unvelling-the-shadows-the-mistery-of-shemsu-hor-egypts-pre-pharaonic-kings-55d24076e578

Andrade, C., Iry Hor: O Primeiro Rei Nominalmente conhecido do Egipto Pré-Dinástico. Egyptian History, As Pirâmides de Gize | História Egipcia. https://egyptian-history.com-br/blogs/egyptian-piramids~temples/pyramid-giza?form=MGOAV3

Barbosa, M.O.L. Pirâmides de Gize: História e construção. https://historia domundo.com.br/curiosidades/pirâmids-de-gize-htm.?form=MGOAV3

Britannica. Pedra de Palermo. Britannica.com/ancient-Egypt-Predinastic-and-Early-Dinastic-periods.

Círculo. Os Estudos Ocultistas de Leadbeater. https://www.circuloescola.com/os-estudos-ocultistas-de -leadbeater/?form=MGOAV3

Exame. Pirâmides de Egito. Pesquisadores podem ter encontrado a solução para a construção. https://exame.com/mundo/piramides-do-egito-pesquisadores-ter-encontrado-a-solucao-para-a-construcao/?form=MGOAV3

Ferreira, E., A Atlântida, a verdade oculta, mitos e lendas. https://anelatlante.com/a-atlantida-a-verdade-oculta-mitos-e-lendas-e-historia/?form=MGOAV3

Leadbeater, C. W. A., Antigos Ritos Místicos. Ed. Abraxes. C/User/LENOVO/Desk top/Antigos%20Ritos%20Misticos/pdf.

Leadbeater, C.W., História da Maçonaria. Editora Pensamento, S.P., 2015, 270 p.

Mitologia. A Biblioteca Histórica (I-VII) de Diodoro Sículo. https://www.mitologia.pt/a-biblioteca-historica-de-diodoro-107078?form=MGOAV3 2014.

Morte Súbita. Atlantida na Teosofia. mortesubita.bita.net/atlantida-na-teosofia/?form=MGOAV3.

Morte Súbita. A História da Atlantida. Mortesubita.net/a-historia-da-atlantida/?form=MGOAV3.

Souza,T. As Pirâmides do Egito. https://www.todamateria.com.br/as-piramidesw-do-egito/?form=MGOAV3 2018.

Wikipédia. Diodoro Sículo.pt.wikipedia.org/wiki/Diodoro Sículo.

Wikipédia. A Doutrina Secreta. Pt.wikipedia.org/wiki/A Doutrina Secreta.

 
 
 

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