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6 - CHAMAMENTO AOS JOVENS

  • Foto do escritor: Antônio Tupinambá
    Antônio Tupinambá
  • 19 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 20 de nov. de 2025



Olá, jovem navegante,

 Pense na hipótese de algum dia você passar a noite perdido na floresta, debaixo de chuva, sem rumo, tiritando de frio, e tendo apenas uma caixa de fósforos resguardada da chuva, e talvez uma faca ou canivete.  Você precisará tentar acender uma fogueira, a fim de lhe aquecer e espantar predadores. Como fazer isso? A primeira ideia é juntar gravetos mais ou menos secos, raspá-los para transformá-los em felpas, e tentar acendê-las.  Serão várias tentativas até você conseguir ver a primeira fumaça, e, a partir da fagulha que lhe deu origem, soprá-la até que aquele ponto de calor se transforme em chamas, às quais você irá acrescentando gravetos maiores, sempre soprando para que o fogo se propague e tudo aquilo se transforme numa fogueira.

Pronto! Você ainda não está sob a proteção do seu teto, deitado em colchão fofo, nem envolvido por lençol alvo e cheiroso, mas, pelo menos nessa noite, você terá uma fonte de calor para se aquecer e se proteger de onças, cobras e lagartos, na esperança de que ao amanhecer você encontrará o caminho de volta para a segurança do seu lar.

Politicamente, no momento estamos atravessando um período semelhante à hipotética noite do seu hipotético desconforto.  Na última vez que isso aconteceu um rapaz sonhador, chamado Álvaro Botelho Maia, fez um apelo aos jovens do início do século passado para que todos procurassem uma saída para a grande crise econômica e moral que nosso Estado do Amazonas estava vivendo. Ele denominou esse chamamento de “Canção de Fé e Esperança”.

Veja um pequeno trecho daquilo que ele disse:

A nossa luta para o desvirginamento da nova Atlântida, boiando na vastidão da América como um corpo verde e voluptuoso, reclama também uma audácia inflexível no sentido de repelir a injúria e a pequenez até o dia, sonhado em deslumbramento, em que às gerações novas, gerações amazonenses (estão incluídos nesse termo todos os homens honestos que aqui vivem, ou para aqui vêm) for entregue a direção do Amazonas.

Foram quimeras as tentativas feitas nesse sentido, porque ideias semelhantes nascem com o tempo, com a educação do meio e a cultura cívica da mocidade, e não com programas enfáticos e assembleias tumultuosas e heterogêneas.

Sofremos as consequências dos meios em crescimento. Somos compelidos a sofrê-las muitos anos mais, caminhando na ondulação atual, até que fortes correntes, canalizando pelo maior número, ainda nas escolas e nas academias, quebrem os diques, destruindo-os se for preciso, para dominar, subjugar e ditar as suas normas de ver e dirigir, no sacrifício do individualismo pelo interesse coletivo, e não no sacrifício da coletividade pelo bem-estar individual.”

Hoje, diante de tudo que certamente você tem ouvido falar, e tem lido nas redes sociais sobre corrupção, roubo, descasos com a educação, saúde, e tudo o mais, nós, responsáveis por este PERFIL no facebook, inspirados no chamamento de Álvaro Maia, estamos compondo uma “Nova Canção de Fé e Esperança”.

Nosso propósito, no momento, é reunir expressivo número de jovens, como você, para juntos identificarmos os problemas objeto de denúncias nas redes sociais, e discutirmos uma saída para o nosso Amazonas, independente de cores político-partidárias, em alto nível, sem agressões nem desrespeito principalmente à autoridade constituída.

O que você acha disso?

Pense nas palavras de Álvaro Maia e faça um comentário!

Vamos nessa?

 


ANTONIO TUPINAMBÁ

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