CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO
- Antônio Tupinambá
- há 5 dias
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Letra de Guilherme de Almeida
Música de Spartaco Rossi
Você sabe de onde eu venho'?
Venho do morro do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas
Das montanhas alterosas
Dos pampas, do seringai,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de lracema
Estendidos para mim
Ó minha terra querida
Da senhora Aparecida
E do senhor do Bonfim!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que eu leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá;
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu.venho?
É de uma pátria que eu tenho
No bojo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração
Deixei lá atrás meu terreiro,
Meu limão meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que eu leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá;
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal
A glória do meu BrasíL
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu,
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas,
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da cruz!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que eu leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá;
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal
A glória do meu Brasil.
FIM

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