AS RAINHAS NA CULTURA DO ANTIGO EGITO
- Eloy Guillermo Castellón Bermúdez
- 1 de fev.
- 13 min de leitura
Eloy Guillermo Castellón Bermúdez-Compilador
Academia Amazonense Maçônica de Letras-AAML
Neste singelo texto, se expõe uma visão do papel representado pela figura feminina no Antigo Egito; figuras estas que foram influentes na sociedade egípcia, se desenvolveram como governantes e influentes na religião e na cultura, assim como também na mitologia, desempenhando um papel como deusas do panteão ou finalmente como esposas e administradoras do lar.
As mulheres no Antigo Egito, tinham mais direitos do que em qualquer cultura antiga, sendo muito valorizadas e cultuadas. Algumas divindades do Panteão Egípcio, foram femininas. No mito de criação, algumas versões apresentam a deusa Neith e não ao deus Atum, como criador. O mito religioso da Lenda de Osiris e Isis, conta como Osiris foi trazido de volta à vida, pela esposa-irmã Isis. Assim, não seria de surpreender, que houve mulheres em cargos importantes, como governantes, ao longo da história do Egito (Mark, 2023).
Daniela M. (2023), afirmou que as mulheres no antigo Egito desfrutavam de uma posição, que embora diferisse dos homens, em termos de ofícios, as colocava em posição de igualdade em outros aspectos complementares. O homem era considerado o chefe de família e da nação, enquanto as mulheres desempenhavam ofícios fundamentais como administradoras do lar, a assessorar e participar na estabilidade das diferentes profissões, como nas artesãs, cervejeiras, médicas, musicistas, escribas, sacerdotisas, e até mesmo a autoridade sobre os homens.
Um dos princípios fundamentais na antiga civilização egípcia era o “ma’at”, que representava a ideia de harmonia e equilíbrio em todos os aspectos vivenciais e laborais, no dia a dia. Representava o valor central que permeava a sociedade egípcia, no qual, o Faraó tinha que ser o modelo de responsabilidade entre o povo e sua representatividade mediadora com deuses e manter a observância de uma vida equilibrada e harmônica, como obrigação, exemplo e reflexo, em todas as pessoas e suas práticas, expressões artísticas, religiosidade e até na construção, donde tinha de se mostrar, simetria perfeita, meticulosidade e equilíbrio visual. Até na relação harmônica entre homens e mulheres (Daniela, 2023).
A história revelou a participação feminina, destacando-se como grandes rainhas, como o foi Merneith ou Merneite, no século XXX a.C. e outras rainhas, em épocas posteriores. Estas mulheres extraordinárias que desafiaram as convenções sociais de gênero, consolidando o poder da governança e sua influência, deixando legados que marcaram a história egípcia.
MULHERES QUE GOVERNARAM EGITO:
MERNEITH OU MERNEITE
Merneite (Merneith), foi rainha consorte no antigo Egito, durante a Primeira Dinastia, em torno 2900 a.C., esposa do rei Djet (Uenefes) que faleceu e deixou seu filho Dem (Usafedo), como rei herdeiro.
Acredita-se que Merneite tenha se tornado regente-governante no Egito; é possível que seu filho, Usafedo, fosse ainda muito jovem para assumir o trono, quando aconteceu a morte do seu pai, desta forma, ela teria se tornado regente, até a maioridade de idade do rei Dem, herdeiro por direito (Wikipédia, Merneite).
Seu nome significa “Amada de Neite” e sua estela cerimonial contém símbolos da sua divindade. A Estela cerimonial é um monumento vertical de pedra, com textos e imagens homenageando a rainha, marcar seu túmulo e servir como um objeto para interagir com o mundo espiritual (Wikipédia, Merneite).
Acredita-se que Merneite tenha sido uma figura poderosa, sendo a primeira mulher a governar na história do Egito, desempenhando importantes funções governamentais, incluindo uma posição no tesouro. Seu nome, ao igual do que o nome do seu filho, tinham sido encontrados numa listagem de governantes no seu túmulo em Saqqara. O local de enterro estava ricamente abastecido com bens, dignos da realeza, incluindo centenas de jarras de vinho, com seu nome gravado e selos reais o que indicou a sua autoridade e influencia excepcionalmente elevadas, de acordo com o jornal Daily Mail (Zap, 2023).
A equipe de arqueólogos, que descobriu seu túmulo, foi liderada por Flinders Petrie, em 1900. As escavações revelaram que o túmulo foi construído em várias fases e por longo período; os materiais usados foram tijolos de barro, argila e madeira e continha 41 câmeras funerárias, dos restos mortais de 41 cortesãos e criados que se supõe acompanharam o sepultamento do mandatário (a), em períodos diferentes (AH, Tumba Real Encontrada...).
O governo de Merneite, é frequentemente citado como estável e próspero, no entanto, com poucos detalhes. Seu nome simbolizou um grande passo como a aceitação de uma mulher na liderança no Antigo Egito, e que marcou um precedente para ser seguido por outras mulheres como Hatshepsut e Cleópatra.
NITÓCRIS
Foi uma das poucas mulheres a reinar no Egito, seus progenitores foram Papi II e Neith, faleceu em 2192 a.C. Nitócris, ter-se-ia tornado rainha do Egito, após o assassinato do seu irmão, o faraó Marenre II, pelos egípcios conspiradores. Determinada a se vingar dos assassinos, elaborou um plano engenhoso e cruel: mandou construir uma câmara subterrânea, projetada para ser inundada com a água de rio Nilo; chamou-os para um banquete luxuoso na câmara subterrânea, fingindo reconciliação; abrindo a entrada da água, todos morreram afogados. Para escapar da prisão, teria se suicidado, jogando-se em uma câmara cheia de brasas e fogo.
Ela pertencia à 4ª Dinastia egípcia, no século XXIII a.C. Segundo Manetão, citado por Eusébio de Cesareia, era a mais nobre e bela mulher de sua época; durante seu governo teria construído a terceira pirâmide. Sua Dinastia, teria sido mencionada por duzentos e três anos.
De acordo com fontes como Wikipédia e Wikiwand, alguns estudiosos acreditaram que o nome “Nitóris” pode ser uma corrução de “Netjerkare”, um faraó masculino da mesma época (Wikipédia, Nitócris; Wikiwand, Nitócris).
Nitócris pode ter sido uma figura lendária, criada e amplificada por Heródoto e Manetão, com base a narrativas e interpretações erradas. A história da vingança e do suicídio pode ter sido uma narrativa simbólica representando a instabilidade política ou a transição de poder da VI Dinastia (Wikipédia, Nitócris; Wikiwand, Nitócris).
SOBEKNEFERU (XII Dinastia)
Identificada com os nomes de Esquemiofris (Grego), Sobekneferu, Neferusobek (significa Beleza de Sobek), Sobecaré Neferusobeque, foi a última governante da 12ª Dinastia. Segundo UFMG (2021), ao que parece, foi a primeira mulher conhecida a governar, como um faraó, adotando títulos e insígnias tradicionais da monarquia faraônica como “Amada de Rá”, Senhora de duas Terras”, “Sobek a Perfeita” e outros qualificativos distintivos. Manetão, se referiu que era irmã de Amenemés IV, e que tinha uma outra irmã mais velha, Nefruptá e que teria sido herdeira antes do que ela (UFRS, 2021).
Com o falecimento de Amenemhat IV ou Amenemés IV, com quem, seguindo a tradição, foi casada e sem um herdeiro varão, teria levado a Neferusobeque a assumir o trono, governando, segundo o papiro de Turim, por 3 anos, dez meses e vinte e quatro dias, no século XIX a. C., culminando com o fim de Dinastia XII. Sobekneferu ou Neferusobeque, seria a responsável pela construção de um complexo monumental funerário, o templo de Amenemhat III, em Hawara, em homenagem ao seu pai (Wikipédia, Esquemiofris; UFRS, 2021). Vários outros monumentos (sem cabeça) erigidos por ela foram descobertos, e a base de uma estátua de uma filha régia, que teria o seu nome inscrito o que indica que era meia irmã de Amenemes IV; dos monumentos dela, sobreviveu uma estátua com sua cabeça, que se encontra preservada no Museu Egípcio de Berlim.
A sua tumba ainda não tem sido identificada, embora se acredite que foi enterrada no complexo piramidal em Mazghuna, sem inscrições, e, no entanto, ao norte do complexo funerário de Amenemés IV (Wikipédia, Esquemiofris; UFRS, 2021).
Na 13ª Dinastia, permitiu-se que um povo estrangeiro, os hicsos, ganhassem poder no Sul do Egito, e governassem uma grande área, no período 1782-1570 a.C., e que ficou conhecido como o 2º período intermediário de Egito, com um governo fraco e os hicsos se expandindo para o norte, enquanto outro povo, os núbios, se expandiam ao sul.
Tebas, a capital, ficou entre os hicsos ao norte, e os núbios, ao sul. Em 1570 a.C. o príncipe Amósis I, expulsou os hicsos e núbios de Egito, iniciando-se o período do Reino Novo e o fim do Reino Antigo; do qual se tem apenas, informações fragmentadas e não há menção de mulheres governantes.
A rainha mãe, Aotepe (1570-1530 a.C.), contando com o respeito e obediência dos militares, liderou a repressão a uma rebelião de simpatizantes hicsos, de forma independente e com sucesso, sem consultar a seu filho. Enquanto seu filho Amósis I estava em campanha contra os núbios, ao Sul do Egito.
Aotepe I, manteve a posição de esposa do deus Amon, título honorário que existia da época do Reino Médio e que era em parte, cerimonial. Ela passou essa posição para a esposa do filho, o rei Amósis, Nefertiti, que sob a autoridade da rainha, se tornou um dos cargos políticos e religiosos do país. A esposa do deus Amon era a consorte feminina do sumo sacerdote, a qual tinha autoridade para ingressar ao santuário, fazer sacrifícios, participar de procissões sagradas. Também era recompensada com terras, isentas de impostos, ouro, prata, servos e ofertas feitas no templo (Mark, 2023).
HATSHEPSUT
Hatshepsut foi a primeira mulher a governar Egipto como faraó, durante o Novo Império, da XVIII dinastia, entre 1479 a.C. e 1458 a.C. sendo uma das mais bem sucedida, das governantes na História Egípcia (Silva, 2025).
Foi filha única da rainha Ahmose, esposa principal do rei Tutemés I. Após o falecimento do rei, e com idade de 12 anos, Hatspsut casou-se com seu meio irmão Tutemés II. Filho do seu pai com uma secundária, seguindo a tradição do casamento real, a fim de manter a linhagem pura, sendo esse costume comum e que permitia manter o sangue da família puro.
Ela governou o Egito como rainha, ao lado do seu esposo. Hatshepsut teve apenas uma filha, Neferuré; o herdeiro do trono de Tutemés II era um bebé, filho do rei com uma concubina chamada Isis, de forma que o bebé Tutemés III, lhe era impossível assumir o trono, tendo Hatshepsut que atuar como regente e exercia esse papel, até reivindicar para ela o papel de faraó, com ajuda dos aliados no governo. Em muitas representações da rainha, é possível ver o uso de barba falsa e vestes masculinos, já que não havia uma orientação, de como retratar uma rainha faraó, desta forma queria se afirmar enquanto autoridade (Br. Memphis Tours, Hatshepsut).
Hatshepsut morreu em 1458 a.C., durante o 22º ano do seu reinado. As pesquisas sobre a “causa mortis”, deu como resultado cancer nos osos, artrose, diabetes e caries nos dentes. Após sua morte foi substituida por Tutemés III, filho do seu esposo Tutemés II. Historiadores acreditaram que Amenofis II, filho de Tetumés III promoveu uma campanha de apagamento dos feitos de Hatshepsut, provavelmente motivado por ela ter tomado o trono do seu pai, quando bebé. Estatuas, inscrições foram danificados propositalmente, decepando os bustos e estatuas, para que não forem reconhecidos e seu nome foi apagado na lista dos faraós; a destruição pode ter começado 20 anos após Tutemés III assumir o trono (Sillva, 2025).
Em 1902, Howard Carter, descobriu num túmulo, 2 caixões; um pertencia a ama de leite da rainha e no outro que estava vazio, pertencia a uma mulher desconhecida. Em 2006, uma outra equipe, liderada pelo Dr. Zahi Hawass, passaram a estudar a múmia da mulher desconhecida, decifrando o mistério da mulher desconhecida, de fato, era a múmia da rainha Hatshepsut. O que determinou a confirmação, foi um dente molar encontrado com seu nome e que ao colocar o dente na mandíbula, o dente encaixou de forma perfeita. Uma tomografia computadorizada da múmia, revelou que ela teria morrido aos 50 anos, com câncer nos ossos, diabetes e artrite (Br. Memphis Tours, Hatshepsut).
TIYE
Esposa de Amenofis III (1386-1353 a.C.), governou em uma das épocas mais prósperas da história egípcia, não governou diretamente, mas foi certamente uma força poderosa.
Ajudava seu marido em questões de Estado, reunia-se com diplomatas e mantinha correspondência direta, com outros líderes de outros países.
Foi uma mulher formidável na corte do rei Amenofis III, mas, também influenciou durante o governo do seu filho Akenaton ou Aquenaton (1353-1336 a.C.) (Apaixonados por História, As Grandes Mulheres do Antigo Egito).
NEFERTITI OU NEFERNEFERUATEN
Nefertiti foi uma rainha egípcia, da antiguidade, esposa de Akhenaton ou Aquenaton, conhecida pelo busto famoso e pela participação na reforma religiosa do período armistano (naturista), uma forma de culto monoteísta, centrado no deus Sol Aton, durante seu reinado, o casal solar, como foram reconhecidos, por iniciativa de Nefertiti, construíram uma nova cidade chamada Akhet-Aton e transferiram a capital Tebas, para a nova cidade. Cultivaram a semente de uma nova religião monoteísta, no mundo civilizado, dando origem à religião de Moises e de Jesus. Nefertiti foi a grande mentora dessa grande aventura histórica e espiritualista, no século XIV a.C. Contra toda uma hierarquia sacerdotal, milenar ((Wikipédia, Aquenaton; Jacq, 2002). O rei Aquenaton foi conhecido como o rei herege, pois aboliu as práticas religiosas tradicionais do Egito e fechou templos, quando ordenou a adoração de um único deus, Aton, o disco solar (Apaixonados por História, As Grandes Mulheres do Antigo Egito).
O busto de Nefertiti está entre as famosas do Antigo Egito. Quando Akenaton se retirou do seu cargo de monarca, Nefertite parece ter sido aquela que estabilizou o governo e acalmou as potências estrangeiras envolvidas com o Egito (Apaixonados por História, As Grandes Mulheres do Antigo Egito).
NEFERTARI
Nefertari viveu no século XIII a.C., durante a 19ª Dinastia. Foi esposa principal de Ransés II. Recebeu vários títulos como “Grande Esposa Real”, “Esposa de Deus”, “Mãe do Faraó”, “Nobre Hereditária Senhora do Alto e Baixo Egito” e “Aquela para quem o Sol brilhou” (Gomes, 2025).
Nefertari não tinha sangue real, no entanto, vinha de uma família de nobres, natural de Tebas. Casou-se muito jovem com Ransés II, que ainda nesse período, não era faraó. Teve seu primeiro filho, Amon-Herkhepeshef, no seu segundo ano de casamento. Seu primeiro filho faleceu muito cedo. Ranses II, uma vez que assumiu o trono, investiu no exército e expandiu o império, tornando seu reinado, um dos mais prósperos do antigo Egito. Esse crescimento político-militar e econômico influenciou a rainha Nefertari, que desempenhava uma função importante na política, sendo responsável por atos importantes como o acordo de paz entre Ransés II e o rei hitita, Hatusil III, que ficou conhecido como “Tratado de Kadesh”. Após o acordo, a rainha Nefertari enviou uma carta para a esposa de Hatusil III, a rainha Paduhepa, desejando paz para seu povo (Lirio, 2021).
Ransés II, no início do seu reinado, deu andamento na construção de templos que demoraram 20 anos para ficarem prontos. Devido a influência da rainha Nefertari, seu esposo mandou edificar um templo dedicado à imagem dela e outro dedicado ao faraó, ambos ricamente ornados e de grande beleza (Lirio, 2021).
A sua tumba é considerada uma das mais bonitas já descobertas localizada no Vale das rainhas, local onde foram sepultadas outras esposas de reis e de nobres. O arqueólogo Ernesto Schiaparelli foi o responsável pela descoberta em 1904, no entanto, a sua tumba já tinha sido saqueada, com a maioria do enxoval funerário desaparecido. O corpo da rainha não foi encontrado, apenas um par de joelhos, localizados atualmente no museu de Turim, Itália. Segundo estudos realizados nas peças, os membros são de uma mulher de aproximadamente 40 anos, sendo que o material usado na mumificação, correspondem, aos que eram usados no século XIII a.C., período em que a rainha viveu e faleceu (Lirio, 2021).
AMENIRDIS I
Conhecida como Amenirdis a Antiga, de origem cuxita (Núbia), considerada a Segunda Adoradora Divina do deus Amon, que ocupou o cargo entre 714 e 700 a. C. Era filha do rei núbio Cáxita e de Pabatna. O seu irmão Piiê ou Piyé, invadiu o Egito entre 716 e 715 a. C., obrigando Xepenupete I, filha do rei Osocor III, e Primeira Adoradora do deus Amon, a adotar a Amenirdis como sua filha, para lhe converter em sucessora, no cargo de Adoradora Divina. O cargo, tinha funções espirituais e políticas, garantindo assim o controle de Tebas por parte do seu irmão Piyé. Ocupou o cargo não só durante o governo do seu irmão, também permaneceu pelo tempo de governo dos sobrinhos Xabaca e Xabacata. Adoptou sua sobrinha Xepenupete II como sua sobrinha, para lhe suceder como Adoradora Divina do deus Amon (Wikipédia, Amenirdis I).
Amenirdis I, é um exemplo fascinante de como mulheres podiam exercer o poder Real e espiritual, no antigo Egito, mesmo fora do título de faraó (Wikipédia, Amenirdes I).
CLEÓPATRA VII
Cleópatra foi o nome de sete rainhas do Egito. A mais conhecida foi Cleópatra VII, a última faraó do Egito Ptolemaico (51-30 a.C.), durante a conquista romana. Era uma mulher bastante culta, que dominava 8 idiomas, tinha uma habilidade política admirável e usava a sedução, aliada à sua beleza, para garantir uma posição favorável ao Egito, dentro da influência política e diplomática de Roma. Assumiu o trono aos 18 anos, enfrentando uma guerra contra o irmão Ptolomeu XIII (Pereira, 2025).
Filha do rei Ptolomeu Auletes XII e de mãe desconhecida (já que não se conheceu se era filha de Cleópatra V, esposa de Ptolomeo Auletes ou de uma concubina), nasceu em 69 a.C., era descendente de uma antiga dinastia grega que tomou o Egito em 305 a.C.
Por ser de ascendência grega, Cleópatra falava koiné, no entanto, também conversava no idioma egípcio, sendo a única na família que aprendeu e se desenvolveu com esse idioma. O rei Ptolomeu não governava de Tebas e sim a partir da cidade de Alexandria, cidade que teria a maioria da sua população de origem grego (Blakemore, 2024).
Em princípio, e como estipulado por Auletes, Cleópatra VII, reinou junto com seu irmão Ptolomeu XIII, e depois, de acordo com o costume, casou-se com ele. As frequentes brigas entre Cleópatra e os seguidores do seu irmão, Ptolomeu XIII, a levaram a pedir ajuda dos invasores romanos para governar, tratando de conquistar o apoio para se manter no poder e para ter uma política favorável a Egito. Desta forma, tornou-se amante de Júlio César e posteriormente, mãe do seu filho (Pereira, 2025).
Apesar de Júlio César ser uns 30 anos mais velho do que Cleópatra e ainda sendo casado, iniciaram o relacionamento romântico, tendo ele prometido apoiá-la. No ano 47 a.C., Ptolomeu XIII fugia das tropas de César, se afogando nas águas do Rio Nilo. Com o Egito nas mãos de Júlio César, Cleópatra VII retomou o trono, como seu. Rapidamente casou-se com seu irmão mais novo Ptolomeu XIV, ao qual declarou como seu Co governante. O seu relacionamento com César durou até o ano 44 a.C. data em que foi assassinado pelos seus inimigos (Blakemore, 2024).
Após a morte de Júlio César, o general Marco Antônio que tinha ascendido ao poder, como um dos três líderes que formaram os triúnviros, exigiu um encontro com Cleópatra, em um esforço de continuar a aliança egípcia-romana. Se acordou que o encontro entre os dois líderes, aconteceria na cidade de Tarso, Turquia, em 41 a.C.
Acredita-se que Cleópatra chegou ao encontro em grande estilo, em uma suntuosa barcaça, com trajes cuidadosamente escolhidos, tecidos e joias caras, música e essências exóticas; a intenção era impressionar Marco Antônio, e funcionou (Blakemore, 2024).
Cleópatra se aliou a Marco Antônio nas campanhas militares, iniciando um novo romance, Marco Antônio se foi a viver em Alexandria, onde tiveram 3 filhos; Egito desfrutou da paz durante quase uma década, mudando abruptamente quando Otaviano, filho adotivo de Júlio César, se afirmou como herdeiro e sucessor legítimo de César e declarou a guerra contra Cleópatra e Marco Antônio. Otaviano finalmente os conseguiu derrotar na batalha de Ácio, no ano 31 a.C. (Escolano-Poveda, 2025).
Após a batalha, Cleópatra se barricou em seu Mausoléu Real e disse a Marco Antônio que iria se matar; em resposta, Marco Antônio se esfaqueou e acabou morrendo nos braços dela. Tentou negociar com Otavio, antigo Co-governante do seu amante, mas percebeu que ele pretendia levá-la cativa e exibi-la como troféu de guerra. Novamente se barricou em sua tumba com alguns servos e se matou, bem provavelmente tomando veneno. O governo da sua dinastia terminou e o Egito foi tomado por Roma (Blakemore, 2024).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Apaixonados por História. As Grandes Mulheres do Antigo Egito. https://apaixonadosporhistoria.com.br/texto/ 200/as-grandes-mulheres-do-antigo-Egito (Mark J., 2023). Aventuras na História. Tumba Real encontrada com frascos de vinho pode revelar detalhes da 1ª rainha do Egito. https://aventurasna historia.com.br/notícia/historia-hoje/tumba-real-encontrado-com-frasco s-de-vinho-pode-revelar-detalhes-da-1a-rainha-do-egito Blakemore, E. Quem foi a Cleópatra? A mulher que governou o Egito e seduziu os romanos/National Geographic.https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/08/ quem-foi-cleopatra-a-mulher-que-governou-o-egito-e-seduziu-os-roma nos. Br. Memphis Tour. Hatshepsut|A rainha faraó|Memphis Tours. https://br.memphistours.com/egito/guia-de-viagem/tudo-sobre-luxor?wi ki/hatshepsut#:~:text=A rainha faraó Hatshepsut foi, toda a autoridade... Escolano-Poveda, M. Cleópatra VII: Estudiosa, Patrona, Rainha.https://arce.org/resource/cleopatra-vii-scholar-patron-queen/20 25. Gomes, G., Os Impressionantes Detalhes da Tumba da Rainha Nefertari, Esposa de Ransés II. Aventuras Na História. https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/os-detalhes-da tumba-da-rainha-nefertari.phtml 23/07/2025. Jacq, C., Nefertiti & Akhenaton- O Casal Solar. Amazon.com.br/Nefertiti&Akhenaton-casal-solar-casal/dp/8528609235 #:~:text=Visão geral do livro. Lirio, L., Nefertari-A Mais Bela. Museu Eg´pcio e Rosacruz Tutankamosn. 27/03/2021. Pereira, L. Cleópatra a Rainha do Egito. https://todamateria.com.br/cleopatra/ Silva, D.N. “Hatshepsut”. Brasil Escola. https://brasilescola.uol.com.br/história/hatshepsut.htm.09/08/2025. UFRS. Sobeknefru (Século XIX a.C.) – Biografias de Mkulheres Africanas.https://www.ufrgs.br/africanas/sobekkneferu-seculo-xix-a-c/ Wikieand. Nitócris. https://www.wikiwand.com/pt/artiocles/Nitocris?form=MGOAV3. 2023. Wikipédia. Merneite. https:// pt.wikipedia.org/wiki/Merneite#:~:text=Merneite (Merneith) Merineite. Wikipédia. Nitócris. pt.wikipedia.org/wiki/Nitócris. Wikipédia. Esquemiofris. pt.wikipedia.org/wiki/Esquemiofris. Wikipédia. Aquenaton. pt.wikipedia.org/wiki/Aquenaton. Zap-Encontrado o Túmulo de mulher que pode ter governado o Egito há 5 mil anos. https//zap.aeiou.pt/tumulo-mulher-governado-egito-562778. 10/10/2023.

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