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AMOSTRA DE A DOUTRINA SECRETA DA TEOSOFIA

  • Foto do escritor: Antônio Tupinambá
    Antônio Tupinambá
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura


Por HELENA PETROVNA BLAVATSKY

Buscador: Antonio Tupinambá

AAML, Cad 40-EM

26/05/2026

 

 

 

A EVOLUÇÃO CÓSMICA NAS SETE ESTÂNCIAS DO

LIVRO DE DZYAN[1]

 

ESTÂNCIA I

 

1. O Eterno Pai, envolto em suas Sempre Invisíveis Vestes, havia adormecido uma vez mais durante Sete Eternidades.

2. O Tempo não existia, porque dormia no Seio Infinito da Duração.

3. A Mente Universal não existia, porque não havia Ah-hi[2] para contê-la.

4. Os Sete Caminhos da Felicidade não existiam. As Grandes Causas da Desgraça não existiam, porque não havia ninguém que as produzisse e fosse por elas aprisionado.

5. Só as trevas enchiam o Todo Sem Limites, porque Pai, Mãe e Filho eram novamente Um, e o Filho ainda não havia despertado para a Nova Roda e a Peregrinação por ela.

6. Os Sete Senhores Sublimes e as Sete Verdades haviam cessado de ser; e o Universo, filho da Necessidade, estava mergulhado em Paranishpanna[3], para ser expirado por aquele que é e todavia não é. Nada existia.

7. As Causas da Existência haviam sido eliminadas; o Visível, que foi, e o Invisível, que é, repousavam no Eterno Não-Ser — o Único Ser.

8. A Forma Una de Existência, sem limites, infinita, sem causa, permanecia sozinha, em um Sono sem Sonhos; e a Vida pulsava inconsciente no Espaço Universal, em toda a extensão daquela Onipresença que o Olho Aberto de Dangma percebe.

9. Onde, porém, estava Dangma[4] quando o Alaya[5] do Universo se encontrava em Paramârtha[6], e a Grande Roda era Anupâdaka?



***


[1] As Estâncias de Dzyan (tese ou dogmas de Dzyan – ensinamentos ocultos da Sabedoria Oriental antiga) são pergaminhos antigos, de origem tibetana, citados por Helena Petrovna Blavatsky (1831 – 1891) no livro A Doutrina Secreta – uma coletânea de pensamentos científicos, filosóficos e religiosos. Blavatsky alegava não ser a autora da obra, mas que esta teria sido escrita pelos Mahatmas, que utilizaram o seu corpo físico em um processo denominado Tulku, que, segundo a autora, não é um processo mediúnico. Esta obra monumental foi dedicada por Blavatsky a todos os verdadeiros teosofistas.

 [2] No contexto da Doutrina Secreta Petrovna Blavatsky, “ah-hi” refere-se a um dos princípios fundamentais da obra, que é a identidade de todas as personalidades-alma com a Alma Universal. Essa identidade é um aspecto da Raiz Desconhecida, que é a Deidade Una, o Absoluto ou a Raiz-Sem Raiz, eterna, sem limites, imutável e incognoscível. A compreensão dessa identidade é um dos principais temas da Doutrina Secreta, que também aborda a existência de um Princípio Onipresente e a eternidade do Universo incriado.

 [3] Paranishpanna" é a perfeição absoluta que todas as existências alcançam ao final de um grande período de atividade, ou Maha-Manvantara, e na qual repousam durante o período subsequente de repouso. Em tibetano, é chamado de Yong-Grüb.

[4] Alma Purificada.

[5] Alma do Universo.

[6] A verdade mais elevada ou total, o conhecimento espiritual.

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