ALQUIMIA – TRADIÇÃO ALQUÍMICA
- Eloy Guillermo Castellón Bermúdez
- 7 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Eloy Guillermo Castellón Bermúdez
Membro da AAML-Cad.34-Compilador
A Alquimia é uma prática antiga que combina elementos de ciência, filosofia, misticismo e religião, com o objetivo de transformar os metais em ouro, criar o elixir da vida e alcançar a perfeição espiritual.
Suas origens são diversas e remontam a civilizações como china, Índia, Egipto e Grécia, expandindo-se posteriormente para o mundo islâmico e Europa medieval (Brasil Escola, Alquimia; Mundo Educação Alquimia).
A Alquimia pode ser entendida como uma arte antiga, que misturava diversos elementos diferentes e que auxiliou no desenvolvimento da química, como ciência. Tinha como objetivos principais a busca pelo elixir da longa vida e a transmutação dos metais comuns em metais nobres, como o ouro e a prata (Novais, 2025).
A Alquimia Tradicional apresenta 4 elementos que são o alicerce simbólico e prático de Toda Grande Obra.
Os quatro elementos clássicos da natureza, são:
-O Fogo, representa a transformação, energia, purificação; associado ao espírito.
-A Água, símbolo da emoção, intuição, dissolução; o inconsciente profundo (Tudo aquilo que é mais profundo e não está acessível ao campo da consciência; a consciência é a ciência da existência interna e externa, subjetivo a sensibilidade).
-Ar, o intelecto, comunicação, sutileza; o sopro vital.
-Terra, estabilidade, corpo físico, concretização; o mundo da forma (Cabinet, 2025Existem os 4 objetivos Principais:
1. Realizar a transformação de metais inferiores, para transforma-os em ouro e prata, metais nobres.
2. Produzir o “Elixir da Longa Vida”, medicamento o qual curaria todas as doenças e daria longa vida a quem o ingerisse.
3. Com ambos os produtos anteriores, obter a Pedra Filosofal, uma substância mística.
4. Criar vida humana artificial, os homúnculos.
Os Três Princípios Alquímicos (Tria Prima de Paracelso), são:
1. O Sal; o corpo é fixo, a cristalização representa a estrutura da Manifestação.
2. O Enxofre; a alma ativa, o princípio da combustão e do desejo.
3. O Mercúrio, o espírito volátil, o mediador entre matéria e espírito, símbolo da mente do inconsciente.
São os ingredientes ocultos da transmutação espiritual e física.(Fidelis, 2025; Cabinet, Alquimia; Michele, 2025)
OS SETE METAIS PLANETÁRIOS
METAL | PLANETA | SIGNIFICADO SIMBÓLICO |
Ouro (Au) | Sol | Proteção, consciência Sup. |
Prata (Ag) | Lua | Intuição, receptividade |
Cobre (Cu) | Mercúrio | Espírito, Transição |
Ferro (Fe) | Marte | Força, Ação, vontade |
Estanho (Sn) | Jupiter | Sabedoria, Expansão |
Chumbo (Pb) | Saturno | Limites, morte, sabedoria |
INICIAÇÃO
Representam o caminho da Alma através dos planetas.
Representam o caminho da Alma através dos planetas, das sombras aos estudos do ouro e eram literalmente manipulados no laboratório e rituais.
A ideia de transformar metais em ouro, a Pedra Filosofal e o Elixir da Vida Longa, estão ligados à metáfora de mudança de consciência na qual a pedra seria a “mente ignorante”, que seria transformada em “ouro”, ou seja, em “sabedoria”.
Estudiosos admitem que o “Elixir e a Pedra Filosofal”, representavam as práticas espirituais, e assim poderiam ser consideradas, substâncias reais.
Flamel, por exemplo, na sua obra “O Livro das Figuras Hieroglíficas”, deixa explicito que os termos usados nas metáforas, como “bronze”, “Titânio”, “mercúrio”, “iodo” e “ouro”, foram criados para confundir os indignos. O trabalho, com relação aos metais, era uma metáfora para a conveniência de ocultar a porção espiritual.
Como ciência Oculta, reveste-se de aspecto desconhecido e místico (é o contato com uma verdade espiritual, através de uma experiência intuitiva). Para um alquimista, o Universo tendia a perfeição, e o ouro era considerado a “perfeição” (Wikipédia, Alquimia).
O misticismo nas metáforas e nos símbolos alquímicos, não é só nosaspectos enigmáticos, mas também no fato de eles descreverem processos interiores profundos, transvestidos de imagens de natureza, da arte da transformação.
A Alquimia usa metáforas naturais - fogo, transmutação, metais, para expressar a jornada da alma, rumo à iluminação. É como um mapa simbólico da transformação humana:
· Matéria- Espírito
· Caos – Harmonia
· Separação – UniãoCaos – Harmonia
· Separação – União dos Opostos
Os alquimistas escreviam em linguagem velada e simbólica, por dois motivos: 1- Proteção do Saber Sagrado, acessível apenas nas iniciações (o “Ocultamento Hermético”) e 2- Porque um símbolo se comunica diretamente com a alma e não com o intelecto lógico - um jeito de registrar experiências místicas, sem apresentar a verdade com palavras (Mundo Educação, Alquimia).
Jung, o psicanalista, via a alquimia como a “psicologia dos antigos”. Para Jung, os alquimistas projetavam nos metais e nas fórmulas, suas próprias jornadas interiores. Então estudar alquimia é mergulhar nos arquétipos (Mostra padrões de comportamento) da alma humana: morte e renascimento, sombra e integração, busca e revelação.
SIMBOLOS E SIGNIFICADOS MÍSTICOS
Chumbo- O Ego bruto, denso, que precisa passar por transformação.
Fênix- renascimento espiritual após a destruição do “Eu”, antigo (Nigredo).
Sol e Lua-arquétipos do masculino e o feminino internos, que devem se unir (Heros Gamus - O casamento sagrado).
Athanor- (forno)- O coração ou a alma como receptáculo da alquimia interna; onde tudo se aquece, dissolve e renasce.
Dragão- a sombra interior, mas também o guardião do tesouro. Encará-lo é acessar o poder interno.
ALQUIMIA ESPIRITUAL
A alquimia espiritual é uma corrente mística que integra os elementos da alquimia tradicional, com práticas esotéricas e espirituais, busca a transformação interior e a iluminação através de processos simbólicos ou rituais. Originou-se da alquimia tradicional, mas com um foco maior na evolução da consciência e na busca pela perfeição espiritual, em vez da transmutação de metais (Brahma Kumaris, 2022).
INICIAÇÕES ALQUÍMICAS
As Iniciações Alquímicas e a chamada Grande Obra, são conceitos profundamente simbólicos e espirituais da Tradição da Alquimia, especialmente na vertente mais esotérica e filosófica.
As iniciações na Alquimia Espiritual, representam etapas de transformação interior. Não são cerimônias no sentido moderno, e sim experiências de autoconhecimento e purificação. O alquimista passa por provações, aprendizados e revelações que vão “refinando” seu ser, como se a alma fosse um metal bruto, a ser transformado em “ouro espiritual”.
As Iniciações simbolizadas por fases de processo alquímico clássico como Nigredo ou Negridão, a fase da morte simbólica do Ego.
Nigredo é uma palavra em latim que significa escuro. Foi adotado pelos alquimistas para designar o primeiro estágio da Grande Obra na alquimia (Magnus Opus): a morte espiritual, lignificando a decomposição ou putrefação. Na Psicologia Analítica, se tornou uma metáfora para “a morte escura da alma”, quando o indivíduo afronta sua sombra interior (Wikipédia, Nigredo).
Albedo ou Brancura, a purificação e iluminação interior. O segundo estágio da Grande Obra (Magnus Opus) é um processo de transformação espiritual e material. É inicialmente um estado de Purificação, seguindo a fase inicial de nigredo ou negridão, e precedendo a fase Citrinitas (despertar) e Rubedo (Iluminação); o termo em latim significa branqueamento ou esbranquiçado e na alquimia representa a iluminação e clareira que surgem após a purificação (Wikipédia, Abedo).
Rubedo ou Vermelhidão, a integração do ser transformado. Rubedo em alquimia é a fase final da Grande Obra, representando a conclusão da “A Grande Obra” transformação e a união dos opostos. É um estado de iluminação, onde a pedra filosofal e o ouro estão associados à cor vermelha, simbolizando o sucesso alquímico (Wikipédia, Rubedo).
A GRANDE OBRA
A Grande Obra (Magnus Opus) é o ápice do caminho: o objetivo supremo da Alquimia Espiritual. Representa a conquista da verdadeira sabedoria e harmonia interior: mente e coração, espírito e matéria, consciente e inconsciente.
Na prática dos antigos alquimistas, isso está descrito como a Pedra Filosofal, um símbolo de perfeição, imortalidade e sabedoria absoluta; sendo que, para alguns alquimistas, não era uma pedra física e sim o próprio homem.
“A Alquimia não transforma chumbo em ouro, transforma o homem em Luz”
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Brasil Escola. Alquimia.
Brasilescola.com.br/quimica/alquimia.htm#:~:text=A%20alquimia%20n ão%20tem%20origem%20definida%2Cindia%2Cegito%20Grecia%20e
%20...2025.
Bramha Kumaris. O Alquimista.bramhakumaris.org.br/deus/2021/10/12/o-alquimista/#:~:tex t=alqimia%20nasceu%20como%20um.despertar%20seus%20poderes%20internos%20adormecidos. Cabinet. Alquimia, Os Quatro Elementos e a Tria
Prima/Cabinet.cabinetox.ac.uk>alchemy-four-elements-a...
Fidelis, D. Os Quatro Elementos: características, e combinações.
Michele, F. 0s 4 Elementos na Alquimia. Michelefranca.com.br/terapias-naturais/os-4-elementos-na-alquimia/20 25.
Mundo Educação. Novais, 2025. Alquimia.
Mundoeducacao.uol.com.br/quimica/alquimia/htm#:~:tex=Diversos%20 alquimistas%20ficaram%20famosos%2C%20comoo.feitas%20ate%20 os%20dias%20atuais.
Wikipédia. Alquimia. Pt.wikipedia.org/wiki/Alquimia.
Wikipédia. Abedo. Pt.wikipedia.org/wiki/Abedo.
Wikipédia. Rubedo.pt.wikipedia.org/Rubedo.
Wikipédia. Obra Prima.pt.wikipedia.org

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