3 - A VERDADE CRISTÃ
- Antônio Tupinambá
- 12 de jun. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de nov. de 2025
Antonio Tupinambá
AAML - Cad 40-EM
07/04/2012
Sob o efeito do momento emocional pelo qual estou passando à vista do que está acontecendo com meu irmão caçula, visitei um cardiologista na quarta-feira passada, para avaliação do meu estado de saúde por outro profissional que não aquele que já vem me acompanhando há algum tempo. Fiquei surpreso com o método dele para aliviar o sofrimento dos seus pacientes: fazer proselitismo com a doutrina cristã. O método é interessante e eficaz, sobretudo para aqueles que, por alguma razão, não alcançaram um mínimo de esclarecimento sobre as coisas da mente, e estão por aí, vagando em busca de um abrigo seguro para os seus medos, suas angústias.
Sempre achei despropositada a forma de como alguns evangélicos, de todas as denominações, caçadores de alma, abordam as pessoas para falar de SALVAÇÃO. A tese que defendem é, sem discuti-la com o seu interlocutor, a da doutrina cristã, ou seja, as palavras que estão escritas na Bíblia, segundo eles pelas próprias mãos de Deus.
Começam falando da VERDADE, ou daquilo que eles aprenderam como sendo a ÚNICA VERDADE. Citam versículos da Bíblia afirmando ser a PALAVRA DE DEUS através da qual o pecador obediente será conduzido ao céu, ou ao inferno se não aceitar aquela PALAVRA. Não tem meio termo. E perguntam, de chofre, se seu interlocutor aceita Jesus como seu único salvador, ou, na melhor das hipóteses, lamentam o fato de as pessoas não aceitarem a PALAVRA DE DEUS, tal qual foi aquela experiência com o meu novel Cardiologista.
Depois desse episódio, me veio à lembrança uma piada que li, ou ouvi, faz muito tempo, segundo a qual a menininha pergunta à avó como nascem as crianças. Como resposta ouviu que são cegonhas que trazem os bebês encomendados pelos pais, ao que o Joãozinho comenta com a menininha: deixa ela (a vovozinha) morrer na ilusão!
Pois bem, é certo que a religião é uma ferramenta extraordinária para controle do homem como ser social. Ela usa o sentimento de grande inquietação que o acomete ante o perigo imaginário de sua alma ficar queimando no fogo do inferno por toda eternidade, e domina-o. Com isso, usurpa o espaço que, a meu ver, pertence à ética. Razão disso, nunca quis publicar meus pensamentos a respeito do assunto. O tempo foi passando, e eu cá com meus botões: “deixa ele (o caçador de almas) morrer na ilusão!”
Entretanto, ultimamente muitas coisas vêm sendo publicadas a respeito da utilização nada ortodoxa da religião como instrumento de controle do comportamento social da humanidade. Se por um lado ela, a religião, mantém o homem “na linha”, por outro cria meios para que oportunistas de plantão, à cata de condições para prevalecer no ambiente do convívio social, acumulem riquezas de que o texto sagrado não cogita.
No passado foi a Igreja Católica, senhora do poder temporal e espiritual, a grande latifundiária do feudalismo, que impôs a fé cristã através da promessa do fogo eterno para aqueles que não fossem obedientes à sua doutrina, sob o crepitar simbólico das fogueiras da Santa Inquisição. Agora, a rede mundial de computadores noticia a existência de grandes símbolos de riqueza, entre eles mansões, iates, aviões, etc., pertencentes a líderes de Igrejas de várias denominações, tudo adquirido a partir de doações de fiéis, sob o império da fé dogmática.
Mas tudo isso só é visto e ouvido por quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, ou seja, por aqueles que questionam as verdades estabelecidas e buscam informa-se sobre elas.
Pensando nisso resolvi indagar sobre algumas dessas VERDADES, sobretudo aquelas que brotam da doutrina cristã, crescem e dão os mais diversos frutos. Nessa empreitada, vou precisar do socorro da História, da Filosofia e da Psicologia, bordejando pelos mares da Teosofia e da Maçonaria. Vou começar conhecendo as mais antigas religiões do mundo.

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