9 - A MAÇONARIA FEMININA
- Antônio Tupinambá
- 27 de ago. de 2025
- 12 min de leitura
Atualizado: 26 de nov. de 2025
ANTONIO TUPINAMBÁ
AAML, CAD. 40-EM
27/08/2025.
Na oportunidade do evento “A Maçonaria Contra as Drogas – Um Projeto em Favor da Vida”, realizado em Manaus no ano de 1999 sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil, muitos participantes não maçons marcara presença, mercê do interesse que o assunto despertou nas mais diferentes camadas da sociedade amazonense. Dentre os participantes, um grupo chamou a atenção pela peculiaridade, causando espanto a tantos Maçons da nossa Ordem e, certamente, de outras também: as maçonas, ou seja, mulheres que foram iniciadas na Maçonaria. Preocupou-me o fato de que alguns Irmãos se sentiram até certo ponto ofendidos com a descoberta de que a Maçonaria, apesar de ensinamentos destituídos de qualquer fundamento histórico-filosófico, não é exclusiva dos homens.
Permitam-me, os Irmãos, trazer aqui a doutrina dominante sobre a matéria, nas palavras de dois maçons de reconhecido valor no contexto da Maçonaria Autêntica: Joaquim Gervásio de Figueiredo e Alec Mellor, o primeiro, nosso patrício; o segundo, francês.
Joaquim Gervásio de Figueiredo[1] ensina que
“Em sã consciência, na Maçonaria e em seus Rituais nada existe de que a mulher não possa participar, e em sua antiga tradição nada há que justifique a recusa e afastamento do elemento feminino das cerimônias e iniciações maçônicas. E a julgar pelo que se observa em todas as religiões e igrejas, a admissão da cara-metade do homem nos templos maçônicos, hoje tão vazios em toda parte, só lhes poderia dar maior colorido e vitalidade, enriquecer sua cultura, sua moral e sua utilidade social. Tornaria a Loja Maçônica mais completa em seu significado filosófico-espiritual e mais autêntica em seu conteúdo simbólico, a ser verdadeira (como o é) a lenda maçônica de que uma Loja é o símbolo do universo, ou o universo em miniatura. Ora, no universo de Deus não há nenhuma distinção entre os sexos; não existe ali leis masculinas e leis femininas; as leis são iguais para todos, homens e mulheres, anjos e humanos, vivos e mortos. Se esse é o exemplo que nos dá o Grande Arquiteto do Universo, por que fazerem os homens coisa diferente do mundo, e especialmente na Loja maçônica, reflexo desse Universo? Portanto, sob o critério filosófico, a Maçonaria se destina tanto ao homem como à mulher, complemento que são um do outro e destinados como estão a constituir a família como base celular de uma sociedade bem-organizada. Examinando esse assunto à luz da tradição maçônica, se remontarmos sua origem aos antigos Mistérios do Egito, Grécia e Roma, sem esquecer a escola de Pitágoras, fundada em Crotona, em 529 a.C, calcada nesses mistérios, e depois difundida pela Grécia, ali encontramos iniciados homens e mulheres, passando todos igualmente pelas mesmas provas e cerimônias. Se, ao contrário, preferimos encurtar a idade da Maçonaria e situar sua origem nas Corporações Operativas da Idade Média, se então nada descobrimos expresso claramente a favor dessa tese, também nada deparamos contra. Essa foi uma época tenebrosa para a Maçonaria, em que ela foi forçada a trabalhar em completa clandestinidade, devido às perseguições da Igreja Católica e dos governos ditatoriais. Some-se a isso a sua característica de sociedade secreta, que nada deixava escrito, que era de natureza masculina, e tem-se a completa explicação. No entanto, o exame dos mais antigos documentos maçônicos existentes na Inglaterra, que são minuciosos em pormenores e em proibições, não nos mostra nenhuma proibição contra as mulheres, e há mesmo indicações de que elas por ali andaram. O primeiro Escrito como o nome de Freemason que aparece, é um ato do Parlamento do ano de 1350, 25o do reinado de Eduardo I, regulamentando a profissão de pedreiro; é minucioso, mas omisso em relação à mulher. Depois vem o chamado “Manuscrito Régius” ou “Manuscrito de Halliwel”, descoberto por um antiquário não maçom e aparentemente sacerdote católico, no Museu Britânico de Dnodez, escrito em 1390 e publicado no Magazine Free-mason de junho de 1815, porém que, segundo alguns autores, era cópia de um escrito mais antigo. Trata-se de um pequeno livro em papel vitela, redigido em poema, com 794 versos em inglês antigo; as linhas 1 a 86 tratam da antiga tradição da corporação, e em seguida, divididos em duas partes, os 15 pontos da lei, aumentados de 15 pontos amplificativos denominados Plures Constitutiones. Dos versos 97 a 794, que são de estrito teor legal maçônico, não se encontra nenhuma consignação de ser a Maçonaria privativa tão-só de homem. Bem ao contrário, deparam-se ali provas de que a Maçonaria Operativa daquela época tinha, no mínimo, a colaboração feminina. Com efeito, em seu artigo 10o, versos 203 e 204, se lê: que nenhum Mestre suplante outro, senão que procedam entre si como irmão e irmã. No ponto 9o versos 351 e 352 se diz: amavelmente servindo-nos a todos, como se fossemos irmã e irmão. No ponto 9o, versos 351 e 352 se diz: amavelmente servindo-nos a todos, como se fossemos irmã e irmão. Em todo esse histórico documento, básico para uma autêntica enumeração dos “Antigos Limites”, ou Landmarks, existe só uma proibição: a de admitir como Aprendizes os servos (verso 129) e os inválidos (verso 154). Também a Constituição de York (cf. YORK, Carta ou Constituição), de 926, em seu artigo 11o, assinala a condição obrigatória de o candidato à Iniciação não ser servo, inválido ou de maus costumes, porém nada expressa contra a iniciação de mulher. Igualmente nada se encontra em outros documentos antigos, como o “Manuscrito de Watson”, datado de 1440, o qual coincide bastante com o “Manuscrito Régius” e com o “Manuscrito de Rawlison”, levando o nome de quem o descobriu na Biblioteca Bodleína de Oxford.
Afinal, no regulamento elaborado em Londres, em 27 de dezembro de 1663, numa assembleia geral, em que Henry Jermin, Conde de Santo Albano, foi eleito Grão-Mestre, consta em seu artigo 2º que “ninguém seria admitido na confraria que não fosse são de corpo, de nascimento honrado, de boa reputação e submissão às leis do país”. Ainda uma vez nenhuma referência à mulher. Mais recente ainda são as Constituições da Grande Loja de Hamburgo e os Estatutos da Grande Loja e da Dieta Alemã. Essas Constituições foram aceitas e aprovadas em 10 de março de 1782, sendo Frederico Guilherme da Prússia o Grão-Mestre e Protetor da Ordem. Elas produzem com esmerada exatidão os “Antigos Limites”, sob a denominação mais moderna de Charges Landmarks, e nenhuma alusão fazem à mulher ou contra a sua admissão na Maçonaria.
A primeira vez que tal proibição aparece, na longa história da Maçonaria, é no “Livro das Constituições”, compilado e publicado em 1723, por James Anderson, presbítero anglicano e Gr\ Vig\ da Gr\ Loja de Londres, em seu artigo 3º, que diz, no final: “As pessoas admitidas a fazer parte de uma Loja devem ser boas, sinceras, livres, de idade madura; não são admitidos escravos, mulheres, pessoas imorais e escandalosas, mas exclusivamente as que gozem de boa reputação.” Esta proibição foi repetida posteriormente no 18º Landmark compilado por Mackey em sua Enciclopédia.
Donde teria James tirado tal proibição para enxertá-la em sua Constituição? É difícil saber-se agora. Tê-la-ia inspirado o Antigo Testamento, em que a lei mosaica era tão dura e cruel com a mulher (João, 8:4, 5) e tão liberal com o homem (I Reis, 11:3), ao cometerem o mesmo pecado? Ou teve de jungir-se a algum preconceito inglês daquela época, talvez mesmo apoiado em lei, já que, mesmo no século XIX foi tão difícil e dolorosa a emancipação política da mulher naquele país, como bem atesta a luta desesperada das sufragistas? Ramsay, contemporâneo dos reformadores, é desta opinião (V. RAMSAY, Miguel André, 5º). A não ser assim, é inexplicável como se veio a admitir e criar esse óbice à mulher justamente na ocasião em que se ampliaram os horizontes da Maçonaria, transformando-a de operativa em especulativa, e pelas mesmas mãos que codificaram suas leis e princípios! O fato é que a Maçonaria continental jamais se conformou com o tratamento tão esdrúxulo. Consequentemente, em 1730 esboçou-se na França a Maçonaria de Adoção, para as mulheres, em quatro graus. Outras Ordens surgiram depois, como a de Moisés em 1738, fundada por alemães, e a dos Lenhadores em 1747, derivado dos Carbonários na Itália. Mais associações similares vieram depois, como a Ordem do Machado e a Ordem da Felicidade, na França, cujo Grande Oriente acabou criando um novo Rito em 1774, chamado de Adoção, com seus regulamentos e sob o patrocínio de uma Loja regular. Em 27 de julho de 1786, o conde Cagliostro funda em Lyon, França, a Loja-Mater Sabedoria Triunfante, do Rito da Maçonaria Egípcia, adaptado a homens e mulheres. E finalmente as Lojas de Adoção se espalharam por toda a Europa e depois pela América do Norte, e o movimento culminou na fundação em 4 de abril de 1893, pelo Dr. Georges Martim e sua esposa, da Ordem Maçônica Mista Internacional “O direito Humano”, também conhecida apor Co-maçonaria Internacional, que outorga iguais direitos a homens e mulheres “livres e de bons costumes” e os admite ao mesmo nível de igualdade”.
Nas palavras e Alec Mellor[2], um dos mais renomados estudiosos da Maçonaria,
“A iniciação da mulher é um tema importante em Maçonaria. Foi considerado, no curso da história, de maneiras diversas e continua a sê-lo. Deve-se iniciar a Mulher? Para esse problema, que nem temos a necessidade de sublinhar, são concebíveis quatro soluções:
I – A exclusão.
II – A Assimilação.
III – A separação.
IV – A adaptação.
I. A exclusão. A exclusão das mulheres tem a seu favor toda a tradição maçônica. Elevada a princípio fundamental pelos Estatutos de Anderson e pelos Discursos de Ramsay, permanece em vigor não só na Maçonaria regular, na qual o artigo 4 dos Princípios de base para o reconhecimento de uma Grande Loja, estabelecida a 4 de setembro de 1929 pela Grande Loja Unida da Inglaterra, a prevê imperativamente, mas também nas obediências não reconhecidas, como a Grande Loja da França e do Grande Oriente da França. Essa exclusão explica-se: a) Por razões históricas. Na época da Franco-Maçonaria operativa, por definição, não era possível existirem “pedreiras”. Quando, no século XVIII, fundaram-se as primeira lojas especulativas, o seu modelo foi o desta instituição tipicamente britânica, o Club, essencialmente masculino. b) Por razões psicológicas e morais. A pretensa inaptidão das mulheres para guardarem segredo é um absurdo puro e simples, mas o mesmo não ocorre com a sua dificuldade de admitirem a igualdade social entre elas, nem com a sua sensibilidade mais viva do que a dos homens. Em um mundo fechado, onde a sensibilidade se torna mais arrebatada, a vivacidade de certas reações femininas decuplicaria, prejudicando o espírito fraternal.
Enfatizou-se igualmente a hostilidade muito fácil que as mulheres nutrem umas pelas outras, sobretudo se são de idades diferentes, assim como o perigo que o espírito fraternal correria de eventuais adultérios e também de brigas entre homens tão caras às coquetes.
A Maçonaria está longe de ser a única sociedade a seguir esses preceitos. São, igualmente, os do Lion’s Club Internacional, do Rotary e de outras organizações similares.
II. A assimilação. Existe uma Franco-Maçonaria que resolveu o problema da maneira exatamente oposta, colocando o homem e a mulher em pé de igualdade absoluta. É a Ordem mista internacional O Direito Humano, fundada em 1893, sob o estímulo de Maria Deraismes. O adágio gravado no frontão do templo da Direito Humano indica bem suas idéias: “Na humanidade, a mulher tem os mesmos direitos que o homem. Ela deve ter os mesmos direitos na família e na sociedade.”
No espírito das fundadoras da obediência, a loja não passaria do protótipo da sociedade futura, conforme o seu ideal. O Direito Humano foi o fruto das reivindicações feministas do final do século XIX e de uma vasta campanha ideológica que tendia igualdade civil e política. Não sem lógica, o direito à iniciação maçônica era, a partir disso, considerado legítimo, e a recusa de receber as mulheres na Ordem, enquanto se queria que elas fossem juridicamente capazes, eleitoras e elegíveis, injustificável. Os partidos políticos de esquerda eram então, tão antifeministas quanto os partidos de direita e, além disso, estavam hipnotizados pelo temor, posto em voga por Michelet, de que, caso se reconhecesse à mulher francesa direitos eleitorais, a ditadura “clerical” sobreviria por seu intermédio. E seu livro Le prêtre, la femme et la famille (O padre, a mulher e a família), Michelet não hesitara em escrever: “O confessor de uma jovem mulher pode ser definido com ousadia como um invejoso do marido e seu inimigo secreto... Todo o trabalho do confessor consiste em isolar essa mulher, e ele o faz conscientemente.” Assim, a despeito dos esforços de uma maioria favorável às reivindicações feministas, as obediências não as acolheram mais do que os sucessivos Parlamentos em que, após um simulacro na Câmara dos Deputados em final de sessão, o “voto das mulheres” foi sistematicamente rejeitado pelo Senado, dominado pelo grupo da esquerda democrática, cujos membros pertenciam ao Grande Oriente. Em nossos dias, a mulher francesa adquiriu a igualdade civil e política, e a Direito Humano, cujas ideias “profanas” triunfaram, continua isolada e sendo considerada como irregular pelas próprias obediências irregulares.
III. A separação. Uma terceira solução consiste em uma espécie de apartheid dos sexos, cada sexo possuindo sua própria maçonaria. É a solução da Co-Masonry inglesa, na qual as mulheres se chamam “Brother” e, na França, a da Grande Loja Feminina Francesa (G.L.F.F.) considerada, por essa razão, como irregular pelo Direito Humano. As “Irmãs” da G.L.F.F., só definitivamente constituída em 1959, recusaram a fórmula “mista”, estimando serem as qualidades femininas específicas, e, por isso, deverem as questões maçônicas ser examinadas por elas no plano feminino, fora das lojas masculinas. A G.L.F.F., originária da Grande Loja da França, utilizaria, renunciando aos antigos rituais das lojas de adoção, os rituais masculinos do Rito Escocês Antigo e Aceito, com ligeiras modificações.
IV. A adaptação. Um quarto sistema, que teve, historicamente, formas extremamente diferentes, consiste em dar à mulheres um ritual próprio, mas sem estabelecer para isso uma divisão estanque entre as Maçonarias feminina e masculina.
Essa fórmula foi, no século XVIII, a das Lojas de Adoção, enraizadas nas lojas masculinas. As damas não mantinham sozinhas a loja, mas eram assistidas por Irmãos. Essa solução do Antigo Regime convinha sobretudo à sociedade aristocrática, pois, aparentemente, as intelectuais não participavam dela. Não se encontram nos quadros das lojas de adoção nem Mme. du Deffrand, nem Mme. Geoffrin, nem Julie de Lespinasse, nem nenhuma outra protetora das letras cujo salão era célebre. Essa espécie de Maçonaria, com os seus símbolos próprios, persistiu sob o Império (a imperatriz Joséphine foi iniciada na loja A Imperial dos franco-cavaleiros), no século XIX e acabou por fenecer e morrer no século XX.
Uma “adaptação” de outro tipo consistia na criação de Ordens que se assemelhassem à Maçonaria por suas estruturas, pela existência de um ritual e por “segredos” próprios, mas que não tivessem o nome de Franco-Maçonaria. Desse gênero são a Ordem da Eastern Star, nos EUA, a Maria Order, na Noruega, e a Ordem das Fiandeiras, nos Países Baixos.
Deve-se concluir que, se, no último terço do século XX, agora que igualdade dos sexos é admitida em todos os países civilizados, a Franco-Maçonaria continua, a despeito dos paliativos, sendo uma organização puramente masculina, é porque esta é, simplesmente, a sua natureza. Transposição da arte de construir para o plano moral, ela permanece viril, exatamente como nos tempos da Maçonaria operativa. Essa natureza particular pela qual ela se distingue das sociedades civis é, sem dúvida, arcaica, mas está longe de ser verdade que todo arcaísmo seja um mal e que toda novidade seja um progresso. Não implica em qualquer desrespeito à mulher, o que o próprio ritual sublinha inúmeras vezes. Essa característica é, aliás, irreformável, como todo Landmark. Como lembra o ritual de posse do Venerável Mestre, “nenhum homem, nem nenhum grupo de homens” tem poder de modificar um Landmark, e se, por um acaso pouco provável, o futuro distante reservasse tal modificação, a sociedade assim modificada não seria, simplesmente, mais a Franco-Maçonaria.”
Nesse contexto foi fundada, e está entre nós, a Grande Loja Feminina da Amazônia (GLOFAM), uma Ordem Maçônica Iniciática, com jurisdição e governo próprio que, com suas maçonas, abrilhantou o conclave promovido pelo Grande Oriente do Brasil, em que pese a intolerância haver tentado ignorá-las.
Cabe aqui algumas observações esclarecedoras. A primeira diz respeito à questão jurisdicional do Grande Oriente do Brasil, ao qual nossa Loja é federada. Por força do “Convênio de Aliança Fraternal entre o Grande Oriente do Brasil e The United Grand Lodge Of England”, firmado em 6 de maio de 1935, a Grande Loja Unida da Inglaterra só reconhece como maçons brasileiros aqueles que possuírem um certificado ou diploma expedido pelo Grande Oriente do Brasil. Isso quer dizer que para a Grande Loja Unida da Inglaterra só o Grande Oriente do Brasil é REGULAR na base territorial do Brasil. Entretanto na contramão desse entendimento as outras Ordens Maçônicas existentes no território brasileiro, por força de tratados da mesma natureza, não reconhecem REGULARIDADE em quaisquer outra organização maçônica que não nelas próprias, nem mesmo na Grande Loja Unida da Inglaterra.
Em sua jurisdição, o Grande Oriente do Brasil governa-se pelas suas leis e regulamentos, segundo o Sistema Federativo de Governo, qual seja, possui um Poder Central a quem todas os Grandes Orientes Estaduais, Lojas e Triângulos devem OBEDIÊNCIA. É um GRANDE ORIENTE. Governa-se desse modo o Grande Oriente do Brasil, a Maçonaria Glória do Ocidente, O Grande Oriente Independente, demais Ordens, todas com leis, regulamentos e governo próprios, com reconhecimento de REGULARIDADE de origens diversas.
Diferentemente, existem as Grandes Lojas, em forma de Confederação, onde o Governo é independentemente exercido na base territorial de um Estado, segundo leis e regulamentos semelhantes. Nesse sistema não existe um Poder Central. É o caso da Grande Loja Maçônica do Amazonas – GLOMAM, e da Grande Loja Feminina da Amazônia – GLOFAM, ambas sediadas na base territorial do Estado do Amazonas; no Estado do Pará existe a Grande Loja Maçônica do Pará, como existe a Grande Loja Maçônica do Maranhão, do Ceará etc., todas com leis e governo próprios, independentes.
Assim, a Grande Loja Feminina da Amazônia é uma Potência Maçônica SOBERNA, INDEPENDENTE, fundada com o apoio da Maçonaria Glória do Ocidente, com o reconhecimento de REGULAIDADE INTERNACIONAL provindo das Grandes Lojas dos Estados Unidos da América.
A nós, Maçons esclarecidos, só resta cumprimentá-las pelo fato de terem realizado o sonho dos visionários MARIA DERAÍSMES, a primeira mulher maçom, e Manoel Queiroz Gomes, que numa noite de Sessão Solene da Maçonaria Glória do Ocidente tomou do Malhete e declarou criada a Maçonaria Feminina nesta terra de Ajuricaba, com o articulista presente.
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[1] Dicionário de Maçonaria – Figueiredo, Joaquim Gervásio de – Editora Pensamento
[2] Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons – MELLOR, Alecc – Martins Fontes Editores.

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