top of page

1 - A FLAUTA MÁGICA

  • Foto do escritor: Antônio Tupinambá
    Antônio Tupinambá
  • 24 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de nov. de 2025

Buscador,

Antonio Tupinambá,

AAML, Cad. 40

22/10/2017

 

 

 

 

Fui honrosamente convidado pelo Irmão Dr. Paulo Dantas da Silva, filósofo, para assistir no Teatro Amazonas à Opera Flauta Mágica, mas, por ironia do destino, não pude aceitar, acometido que estava dos males de velhice: gripe, mal-estar, depressão etc., pelo que mui lamento e peço desculpas àquele Lorde da Confraria Waldemir Siqueira. De qualquer forma, a modernidade nos permite conhecer o assunto, mesmo um dia depois de acontecido.

Segundo a Wikipédia, a ópera “A Flauta Mágica” foi produzida no século XVIII, período histórico em que a linha de pensamento do homem sofria uma mudança radical através do Iluminismo, conjunto de ideais filosóficos que defendia a dissociação de pensamento com a Igreja, ocorrida durante a Idade Média e a valorização de uma visão de mundo racional, em que a sabedoria aparece como única possibilidade de justiça e igualdade entre os homens, o que imediatamente coloca em xeque as relações de poder e subordinação da sociedade da época e a legitimidade dos aristocratas e das tiranias. Nesse contexto, A Flauta Mágica apresenta-se como uma ópera de formação e como uma alegoria para as provações pelas quais o homem precisa passar para sair das trevas do pensamento medieval em direção da luz iluminista. Assim, as principais personagens Tamino e Pamina enfrentam os obstáculos impostos pelos membros do Templo da Sabedoria para juntos, ao final da ópera, encontrarem a realização plena e a união ideal.Em sua jornada, o casal conta com a ajuda de Sarastro, soberano que simboliza o homem racional que detém o poder por sua sabedoria – não pela força – e que é capaz de ser sempre justo com qualquer cidadão que busque seus conselhos. Sarastro não é a resposta para a sabedoria, mas o caminho para se chegar até ela, ao guiar o homem em sua jornada pessoal em busca da autonomia e liberdade de pensamento. Nesse sentido o personagem entra em contraste direto com a Rainha da Noite, a vilã da história que figura como tudo aquilo condenado pelo Iluminismo: a superstição, a irracionalidade, a aristocracia, a tirania e a subordinação tanto social quanto intelectual, ao ditar tudo o que seus inferiores devem ou não pensar e fazer.

A ópera também apresenta influência dos ideais da sociedade maçônica (maçonaria- religião) – da qual se sabe que Mozart e Schikaneder faziam parte – principalmente no que diz respeito ao ritual de iniciação pela qual passam Tamino e Pamina, composto de diversas provas (tal qual o ritual de iniciação maçônico) que testam o amor e a persistência do casal, recebido sob as bênçãos de toda a fraternidade do Templo da Sabedoria ao final da história.

Comentários


  • Facebook B&W
  • Branca Ícone Instagram
bottom of page